
A avicultura brasileira encerra 2025 consolidada como um dos pilares estratégicos do agronegócio nacional, combinando crescimento produtivo, inovação tecnológica e fortalecimento regional. Mesmo diante de desafios sanitários, exigências crescentes dos mercados e pressão por maior eficiência, o setor demonstrou capacidade de adaptação e coordenação entre produtores, cooperativas, agroindústrias e entidades representativas. O panorama apresentado no Anuário da Avicultura Industrial evidencia um segmento dinâmico, resiliente e essencial para a segurança alimentar, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico do país.
A análise por estados revela realidades distintas, mas convergentes em objetivos comuns. Na Bahia, a avicultura se afirma como força regional, com geração expressiva de empregos e investimentos voltados à postura comercial, inovação e sustentabilidade, além de iniciativas para fortalecimento técnico do setor. No Espírito Santo, o avanço ocorre de forma cautelosa, com destaque para a recuperação do frango de corte em 2025, enquanto a postura mantém estabilidade, em meio a desafios tributários e concorrenciais.
Minas Gerais reafirma sua relevância nacional com uma estrutura robusta de granjas de corte e postura, produção expressiva de carne de frango e ovos e foco crescente em biosseguridade e tecnologia, preparando o estado para ampliar participação em 2026. No Rio Grande do Sul, apesar de adversidades sanitárias que impactaram temporariamente as exportações, o setor manteve estabilidade produtiva, liderança em exportações de ovos e sinais claros de retomada para o próximo ano.
Santa Catarina reforçou sua posição de destaque nacional e internacional, sustentada por rigor sanitário, integração produtiva e abertura de novos mercados, superando desafios logísticos e sanitários por meio de cooperação entre os elos da cadeia. O Paraná manteve desempenho robusto, mesmo diante do desafio da influenza aviária, com diversificação de destinos de exportação, avanços em automação, integração e sustentabilidade, além de perspectivas positivas para produção e embarques em 2026.
Em São Paulo, 2025 marcou um ciclo de amadurecimento da avicultura, com ganhos em eficiência, sanidade e previsibilidade produtiva, além da ampliação de produtos de maior valor agregado. Goiás se destacou pelo crescimento consistente da avicultura de corte e da postura comercial, forte presença no mercado externo e modernização das granjas, apoiado por boa oferta de grãos e evolução logística. Já Mato Grosso do Sul consolidou a avicultura de corte com avanços em produtividade, biosseguridade e programas estruturantes, projetando crescimento responsável e sustentável para 2026.
De forma integrada, o Anuário da Avicultura Industrial mostra que o setor avícola brasileiro chega a 2026 fortalecido, tecnificado e alinhado às demandas globais. A continuidade desse avanço dependerá do reforço permanente da biosseguridade, do investimento em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal, além da manutenção de estratégias coordenadas que assegurem competitividade, acesso a mercados e crescimento equilibrado da avicultura nacional.











