Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,04 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,25 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,71 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,74 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,10 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.185,27 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.053,84 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,72 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Internacional

Reino Unido quer liberar proteína suína em ração, mas acordo com UE atrasa avanço e gera incerteza

A proposta de liberar proteína animal processada no Reino Unido enfrenta resistência, enquanto as negociações com a UE continuam

Reino Unido quer liberar proteína suína em ração, mas acordo com UE atrasa avanço e gera incerteza

Uma mudança aguardada na nutrição animal britânica foi adiada indefinidamente. O Departamento de Meio Ambiente e Assuntos Rurais (Defra) e o Governo Galês confirmaram a intenção técnica de liberar o uso de Proteína Animal Processada (PAP) de suínos em rações de aves (e vice-versa), mas suspenderam a implementação enquanto negociam um novo acordo sanitário (SPS) com a União Europeia.

A proposta visa alinhar o Reino Unido às regras europeias (que liberaram o uso em 2021), reduzindo a dependência de soja importada e promovendo a economia circular. Consultas públicas revelaram apoio da indústria, mas forte resistência do público leigo.

A consulta revelou um abismo entre a ciência e a percepção popular. Das 736 respostas recebidas, a grande maioria (vinda do público geral) se opôs à medida, citando preocupações éticas e a crença de que proteínas animais não fariam parte da “dieta natural” dos suínos. O governo também precisou endereçar receios religiosos: após reuniões com certificadores Halal, foi assegurado que a rastreabilidade nas fábricas de ração é capaz de garantir que produtos para consumo islâmico não tenham contato com proteínas proibidas, mantendo a conformidade com a Sharia.

Cientificamente, o governo garante que o risco de Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET) é “muito baixo”, já que suínos e aves não são naturalmente suscetíveis. A Agência de Saúde Animal (APHA) validou a segurança. O gargalo agora é político: o governo quer usar essa liberação como moeda de troca ou alinhamento no novo tratado com a UE.

Do lado produtivo, a Associação Nacional de Suinocultores (NPA) estabeleceu condições claras para quando o entrave político for resolvido. Para a entidade, a aprovação legal é apenas o primeiro passo; a implementação prática dependerá da aceitação dos grandes varejistas e consumidores, da viabilidade econômica frente aos custos de segregação nas fábricas e, crucialmente, da disponibilidade de ferramentas analíticas precisas para validar a segurança e a composição das rações.

Para a NPA, a pausa não surpreende, mas preocupa. Lizzie Wilson, CEO da entidade, alerta que intervenções técnicas estão sendo “reféns” da diplomacia, travando a competitividade do produtor britânico, que hoje compete com europeus que já usam essa tecnologia.

Referência: Meat Management