Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,04 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,25 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,71 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,74 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,10 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.185,27 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.053,84 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,72 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Pesquisa

Pesquisa brasileira cria primeiro banco nacional de germoplasma da tilápia-do-nilo

Descubra como a pesquisa brasileira criou o primeiro banco nacional de germoplasma da tilápia-do-nilo para preservar a diversidade genética

Pesquisa brasileira cria primeiro banco nacional de germoplasma da tilápia-do-nilo

Pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, avançaram em um estudo inédito que analisou as características genéticas e fenotípicas da tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) em diferentes regiões do Brasil. A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), por meio do Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde, em parceria com universidades brasileiras e instituições internacionais.

O trabalho resultou na criação do primeiro banco de germoplasma amplo da espécie no país, reunindo exemplares de tilápia-do-nilo de diversas origens produtivas e regiões brasileiras. Essa estrutura funciona como um verdadeiro “arquivo vivo” de material genético, com o objetivo de preservar a diversidade da espécie, apoiar pesquisas científicas e subsidiar programas de melhoramento genético voltados à aquicultura nacional.

Publicado na revista científica Critical Insights in Aquaculture, o estudo avaliou nove populações de tilápia provenientes de cinco estados — São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Ceará — representando estoques comerciais, populações cultivadas e grupos com diferentes históricos de origem. Atualmente, a tilápia é o peixe mais produzido no Brasil e a principal espécie da aquicultura nacional, o que reforça a relevância estratégica da pesquisa.

Ao longo do trabalho, os pesquisadores analisaram características corporais como comprimento, peso e altura, além do potencial de rendimento de filé, estimado por meio de ultrassonografia. Também foram realizadas análises genéticas com o uso de marcadores moleculares. Os resultados indicaram que, embora não existam grandes diferenças fenotípicas entre as populações avaliadas, há uma expressiva diversidade genética, com distintos níveis de diferenciação e isolamento entre os estoques.

De acordo com o estudo, essa variabilidade genética representa, ao mesmo tempo, um alerta e uma oportunidade para o setor. Em algumas populações, especialmente em linhagens mais antigas, foram identificados níveis preocupantes de endogamia — situação em que ocorre o cruzamento entre indivíduos geneticamente próximos —, o que pode comprometer o desempenho produtivo ao longo do tempo. Por outro lado, a diversidade genética mapeada abre caminho para a formação de populações-base destinadas a programas de melhoramento genético adaptados às condições ambientais de cada região do país.

Com base nesse levantamento, foi estruturado um banco de germoplasma mantido in situ, com os peixes conservados no próprio local de criação, na Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental (DAPDPC) do Instituto de Pesca, em São José do Rio Preto (SP). O material genético é cuidadosamente caracterizado e preservado, garantindo a conservação da diversidade da espécie e oferecendo suporte técnico e científico para estudos futuros.

Segundo os autores, o banco poderá ser utilizado no desenvolvimento de linhagens mais adaptadas a diferentes realidades produtivas, como peixes mais tolerantes ao frio no Sul, ao calor e à salinidade no Nordeste, ou com maior rendimento de filé. Essas estratégias tendem a contribuir para o aumento da produtividade, a redução de custos para os produtores, o fortalecimento da segurança alimentar e a sustentabilidade da aquicultura brasileira.

Para o pesquisador do Instituto de Pesca e um dos responsáveis pelo estudo, Fernando Stopato da Fonseca, a iniciativa representa um avanço estrutural para o setor. “O banco de germoplasma funciona como um verdadeiro seguro genético da tilápia no Brasil. Ele garante a preservação de linhagens importantes, apoia pesquisas futuras e contribui diretamente para a sustentabilidade da aquicultura, ao permitir ganhos produtivos com menor impacto ambiental e maior segurança para os produtores”, destacou.

O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da pesca e da aquicultura no Brasil.