
A carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3) passa a contar com a MBRF, companhia formada a partir da fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. A presença no indicador sinaliza o reconhecimento do mercado às práticas adotadas pela empresa na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), em um momento em que a agenda climática ganha centralidade nas estratégias corporativas.
Nesta edição do índice, 65 empresas foram selecionadas entre 94 avaliadas. O ICO2 B3 é uma iniciativa da B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e tem como foco estimular companhias comprometidas com a transição para uma economia de baixo carbono, por meio de critérios objetivos ligados à governança climática.
Embora seja a primeira participação da MBRF com sua atual estrutura societária, as empresas que deram origem ao grupo já possuíam histórico consolidado no índice. A Marfrig havia integrado o ICO2 B3 por cinco anos consecutivos, enquanto a BRF participou da carteira em 14 ocasiões, trajetória que agora se reflete em uma atuação integrada e em maior escala.
De acordo com a companhia, a inclusão no índice reforça a consistência das políticas voltadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A estratégia climática da MBRF considera metas e compromissos alinhados ao Acordo de Paris, com foco na limitação do aquecimento global a 1,5°C, validados pela Science Based Targets initiative (SBTi).
Estratégia climática e critérios de avaliação
O ICO2 B3 avalia indicadores como a divulgação pública de emissões de GEE, a existência de metas climáticas vinculadas à remuneração de executivos, a identificação de riscos e oportunidades associados às mudanças do clima, além de planos de transição e metas de descarbonização ao longo da cadeia de valor.
No caso da MBRF, o plano de ação está estruturado em quatro eixos principais: cadeia produtiva livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional. Entre as iniciativas em curso estão a geração de créditos de carbono certificados, com compartilhamento de resultados ao longo da cadeia produtiva, e o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa.
A empresa também avançou no uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de metade da eletricidade consumida em suas operações industriais, além da ampliação da energia solar em aproximadamente 60% da criação de frangos e suínos. Outras ações incluem investimentos em manejo adequado de pastagens, evitando a abertura de novas áreas, participação em programas internacionais de produção sustentável e uso de melhoramento genético integrado, que contribui para a redução das emissões ao longo do ciclo produtivo.
Com a entrada no ICO2 B3, a MBRF consolida sua presença entre as companhias brasileiras que buscam alinhar desempenho econômico, produção de alimentos e compromissos ambientais em um cenário de crescente exigência por práticas sustentáveis.












