Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,36 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,09 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,08 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,68 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,99 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.172,98 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

"O passado sustentável da avicultura brasileira" na Avicultura Industrial de Outubro

Explore o passado sustentável da avicultura brasileira na Avicultura Industrial de Outubro e sua busca por alternativas ecológicas

"O passado sustentável da avicultura brasileira" na Avicultura Industrial de Outubro

Em agosto de 1987, a edição nº 932 da revista Avicultura Industrial trazia à tona um tema que, décadas depois, se tornaria central para o setor produtivo: a busca por alternativas sustentáveis na avicultura. Em um período em que o foco principal era a expansão da produção e o aumento da eficiência zootécnica, a publicação surpreendeu ao destacar soluções simples, acessíveis e ecologicamente responsáveis para o manejo das aves.

A reportagem principal abordava o uso da casca de vagem de feijão como material alternativo para a cama de frangos de corte — uma proposta inovadora para a época, que unia baixo custo e viabilidade técnica. O estudo, citado na edição, demonstrava que o subproduto agrícola apresentava características ideais para uso nas granjas: boa absorção de umidade, ventilação adequada e retenção de calor, fatores essenciais para o conforto e o desempenho das aves.

Além do aspecto técnico, a revista enfatizava o potencial sustentável da alternativa. O uso da casca de feijão, abundante em regiões produtoras, representava uma forma de reaproveitar resíduos agrícolas e reduzir a dependência da maravalha, cuja obtenção pressionava recursos florestais. A proposta refletia uma preocupação ambiental que, à época, ainda engatinhava no setor, mas que já revelava a visão de longo prazo dos pesquisadores e produtores.

A matéria também alertava sobre os desafios: a necessidade de controle sanitário rigoroso, o manejo adequado da cama e a importância de estudos complementares para evitar contaminações por fungos ou resíduos químicos. Esse equilíbrio entre inovação e responsabilidade técnica marcava o tom da publicação, que buscava difundir conhecimento científico com aplicação prática no campo.

A edição 932 ainda reunia outros conteúdos relevantes para a avicultura do período, incluindo análises sobre o custo de produção, manejo ambiental, nutrição e a busca constante por eficiência nas granjas. Em meio ao contexto de modernização das agroindústrias e de fortalecimento da avicultura brasileira como potência mundial, a revista reafirmava seu papel como fonte de informação técnica e de debate sobre o futuro do setor.

Quase quatro décadas depois, essa edição permanece atual. Em um tempo em que o tema da sustentabilidade domina o debate global, revisitar as páginas de 1987 mostra que a avicultura brasileira já se antecipava a esse movimento, apostando em soluções criativas, regionais e ambientalmente conscientes. O que hoje chamamos de “economia circular” e “produção sustentável” já estava sendo pensado por técnicos e produtores visionários de uma geração que abriu caminho para o modelo de produção que temos hoje.

A revista Avicultura Industrial, com mais de dez décadas de história, continua registrando essa trajetória — conectando passado, presente e futuro de um setor que segue em constante evolução, sempre em busca de equilíbrio entre produtividade, inovação e sustentabilidade.