Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,84 / kg
Soja - Indicador PRR$ 127,12 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,06 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,62 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,80 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,29 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,18 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,23 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,21 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 106,88 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 110,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 119,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 120,92 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 112,05 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,53 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,75 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.050,37 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 130,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 109,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 112,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 125,23 / cx

Repercussão Plano Safra

FPA critica Plano Safra 25/26 e alerta para juros altos e corte de investimentos no agronegócio

Em coletiva, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, denunciou queda no volume de investimentos, alta dos custos e manipulação de dados sobre renúncia fiscal no lançamento do Plano Safra 2025/26

FPA critica Plano Safra 25/26 e alerta para juros altos e corte de investimentos no agronegócio

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (01), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou críticas contundentes ao anúncio oficial do Plano Safra 2025/26. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, afirmou que o programa anunciado pelo governo federal não atende às necessidades reais do setor agropecuário e que parte das informações divulgadas sobre subsídios e renúncias fiscais seria “manipulada” para criar uma falsa impressão de patrocínio estatal ao agronegócio.

Lupion destacou que, apesar do crédito recorde de R$ 516,2 bilhões anunciado para a agricultura empresarial, o montante destinado aos investimentos caiu 5,41%, passando de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, o que, segundo ele, desestimula projetos de longo prazo. “O produtor não vai atrás de crédito com esses juros e essas condições”, declarou.

O presidente da FPA também criticou a alta da taxa Selic, hoje em 15%, que pressiona o custo de equalização de juros pelo Tesouro Nacional e agrava o risco de encarecimento dos alimentos. “Sem cortes efetivos de gastos e com desequilíbrio fiscal, a política monetária se endurece, o crédito encarece, a produção sofre e o preço dos alimentos sobe”, afirmou.

Outro ponto polêmico foi a tributação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que financiam quase metade do crédito rural. “Essa medida vai comprometer a competitividade e afastar investidores”, alertou Lupion. Ele reiterou que a maior parte das renúncias fiscais atribuídas ao agro, como as isenções sobre a cesta básica, são, na verdade, benefícios sociais que não impactam diretamente o setor produtivo.

Por fim, Lupion cobrou medidas estruturais de redução de gastos públicos, modernização da gestão e preservação da previsibilidade tributária, como forma de reequilibrar o crédito rural e conter a inflação. Segundo ele, a combinação de descontrole fiscal e alta dos juros deve elevar em R$ 58 bilhões os custos do produtor rural na próxima safra.