
Mesmo com a recente diminuição das tensões tarifárias em algumas frentes, a diplomacia brasileira adota uma postura de cautela em relação ao cenário do comércio internacional. Em declarações recentes, o diretor do Departamento de Política Comercial do Itamaraty, embaixador Fernando Pimentel, sinalizou que o ambiente para as relações comerciais ainda é instável e complexo.
A avaliação do Itamaraty ocorre mesmo após a China reduzir as tarifas que haviam sido impostas, chegando a atingir patamares de 145%. Apesar da queda significativa, a taxa atual de 30% ainda é considerada elevada e um ponto de preocupação para o Brasil. O embaixador Pimentel enfatizou que, embora haja um alívio em comparação com o pico da guerra tarifária, o nível tarifário chinês ainda representa um desafio considerável para as exportações brasileiras.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também abordou a temática durante um evento, ressaltando a importância de manter um diálogo constante com os Estados Unidos, um dos principais atores no cenário comercial global. Alckmin destacou que, embora o Brasil não seja o foco principal das atuais disputas comerciais americanas, é fundamental acompanhar de perto a evolução das relações entre as grandes potências e seus potenciais impactos na economia brasileira.
Diante desse quadro, a diplomacia brasileira reforça a estratégia de diversificação de mercados como uma forma de mitigar os riscos inerentes a um cenário global marcado por incertezas e tensões comerciais. A busca por previsibilidade e a construção de relações comerciais estáveis com diferentes parceiros são apontadas como prioridades para o Brasil, visando proteger seus interesses econômicos em um contexto internacional dinâmico e interdependente.
Com informações do Globo Rural.











