Redação (19/06/2008)- Reunidos a convite da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), tendo como palco a sede da SRB (Sociedade Rural Brasileira) em São Paulo, os integrantes da cadeia produtiva do milho sentaram-se para discutir as questões referentes à comercialização do milho e produtos derivados, na última terça-feira, dia 17. O ponto-chave do encontro foi a concordância de que o mundo consumirá cada vez mais alimentos, em especial a proteína animal derivada das carnes avícola e suína, cujas rações dependem de cerca de 70% de milho em suas composições. Para o enfrentamento dessa demanda,todos assumem que a solução está no aumento da produção de milho no Brasil.
Além do presidente-executivo da Abramilho, Odacir Klein, do anfitrião, presidente da SRB, Cesário Ramalho da Silva, e do presidente-executivo da ABEF, Francisco Sérgio Turra, estiveram presentes no encontro histórico para o setor, Pedro Camargo Neto, presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), Nelson Arnaldo Kowalski, presidente da Abimilho (Associação Brasileira das Indústrias do Milho), Eduardo Daher, diretor da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos), e Torvaldo Antonio Marzolla Filho, presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul.
Durante o encontro, a Abramilho apresentou aos integrantes da cadeia produtiva do milho uma proposta de constituição de um banco de dados único para o setor, a ser elaborado pela consultoria Céleres, como forma de todos poderem se basear informações comuns e confiáveis, inclusive para o estabelecimento de pleitos de política governamental. "No ano passado, quando avicultores e produtores de carne suína temiam que os estoques de milho não atendessem sua demanda, isso não ocorreu", lembrou Odacir Klein, completando que o inverso também pode acabar acontecendo, devido exatamente a discrepâncias de dados que ocorrem no setor.
Odacir Klein também aproveitou a reunião para obter de todos o apoio às reivindicações dos produtores de milho com relação à situação tributária atual e à Reforma Tributária. Eles defendem a não incidência de tributo (ICMS e IVA-F) nas operações internas e interestaduais com o milho, assim como nos produtos alimentícios da cesta básica e seus respectivos insumos. Segundo o diretor da ANDA, Eduardo Daher, a situação dos fertilizantes é muito preocupante, uma vez que dependem de matérias-primas internacionais. Ele acha que, por enquanto, a tendência será de alta de preços e chegou a aconselhar os produtores a economizarem o que puder no uso desse insumo.
Abramilho, ABEF e Abipecs fecham consenso sobre exportações e importações
No ano passado, avicultores e produtores de carne suína temiam que os estoques de milho não atendessem sua demanda, mas isso não ocorreu.
Com relação às exportações de milho, o assunto mais delicado entre as partes, já que em passado recente avicultores e produtores de carne suína chegaram a defender a contenção dessas exportações, pode-se dizer que chegaram a um consenso. Todos concordaram que pode haver exportações dos excedentes de milho, que atualmente beiram 20% da produção de acordo com a Abramilho. Fechou-se também o entendimento de que, em determinados momentos, para atender carências pontuais de milho, é preciso importar, inclusive "milho transgênico originário dos Estados Unidos e da Argentina", como assinalou Francisco Sérgio Turra, presidente-executivo da ABEF (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos).











