Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Atratividade das exportações do agronegocio é a pior desde 1999

<p>O fato de o agronegócio seguir exportando apesar da queda de rentabilidade sugere que as alternativas no mercado interno sejam ainda menos atrativas.</p>

Redação (24/05/06)- A valorização do Real em relação a uma cesta de moedas dos principais parceiros do agronegócio do Brasil, medida pelo IC-Agro/CEPEA, chegou a 2,6% nos primeiros três meses deste ano, em relação ao trimestre anterior (out/nov/dez). No mesmo período, os preços internacionais do agronegócio (IPE-Agro/CEPEA) tiveram alta de apenas 0,14%. Com isso, o Índice de Atratividade das Exportações do Agronegócio (IAT-Agro/CEPEA) ficou abaixo da média dos últimos 17 anos.

Caracteriza-se, assim, claramente uma situação de forte e preocupante queda da atratividade das exportações. Embora ainda mantenha-se em nível melhor do que em seguidos anos da década de 1990, a persistente tendência que vem se verificando notadamente no câmbio pode comprometer a evolução altamente positiva apresentada pelo setor nos últimos anos.

Ainda assim, apesar do cenário adverso, em março deste ano, o Índice de Volume Exportado pelo Agronegócio (IVE-Agro/CEPEA) aumentou 7,68% em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para o saldo das vendas de produtos relacionados ao setor de calçados no início deste ano. A abertura da safra de soja também contribuiu para esse resultado.

O fato de o agronegócio seguir exportando apesar da queda de rentabilidade sugere que as alternativas no mercado interno sejam ainda menos atrativas. O crescimento baixo da economia, os juros altos e o crédito escasso induzem agentes do setor a procurar no mercado externo, onde a renda permanece em elevação, oportunidades que atenuem o quadro desanimador, mesmo tendo em conta uma taxa de câmbio desfavorável.

Além dessas circunstâncias ligadas à macroeconomia, somam-se à crise do agronegócio fatores negativos ligados à evolução dos preços dos derivados do petróleo (diesel e fertilizantes), ao clima e à ocorrência de pragas e doenças nas lavouras e na pecuária, que multiplicam as dificuldades do setor.