
Com mais de 70 anos de atuação na suinocultura brasileira, a Biriba’s Genética de Suínos, sediada em Cascavel (PR), consolidou um modelo de negócio baseado em controle total do processo genético, diversificação de mercados e foco em rentabilidade ao produtor independente. A empresa atua com 100% dos animais identificados desde o nascimento e mantém um dos programas genéticos mais completos do país.
Fundada na década de 1950 por Attílio Miotto, a Biriba’s atravessou gerações e hoje é conduzida por Alcides Antônio Miotto, com granjas núcleo e multiplicadores no Oeste do Paraná. A operação é de ciclo completo, e toda a produção genética é destinada ao mercado independente, reforçando o posicionamento comercial da companhia.

Programa genético dividido em 3 linhas de mercado
A estratégia da Biriba’s está estruturada em três frentes genéticas, permitindo à empresa atender diferentes perfis de produtores e canais de consumo:
1. Suíno industrial, com foco em ganho de peso, conversão alimentar e alto rendimento de carcaça;
2. Suíno premium, que inclui o Porco Moura, voltado a marmoreio, textura e sabor;
3. Linhagens sintéticas próprias, como a BS, que combinam rusticidade, qualidade de carne e melhor velocidade de crescimento.
Esse modelo amplia a atuação da empresa tanto em mercados de volume quanto em nichos de alto valor agregado.
Controle genético com rastreabilidade total
O melhoramento genético da Biriba’s é sustentado por um protocolo técnico rigoroso, que acompanha o animal do nascimento à comercialização como reprodutor. O processo inclui:
• Identificação de 100% dos leitões ao nascer;
• Coleta de dados de desempenho individual;
• Avaliação fenotípica e genotípica;
• Uso de BLUP (Modelo Animal);
• Inspeção zootécnica e critérios técnicos de aprovação.
Esse nível de controle garante previsibilidade produtiva e padronização genética, fatores decisivos para a eficiência econômica do produtor.
Premium com números claros de diferenciação
No segmento premium, a Biriba’s atua no resgate e multiplicação do Porco Moura, raça nativa brasileira com mais de 500 anos de história. Os números evidenciam a diferença de posicionamento em relação ao suíno industrial:
• Idade de abate: 7 a 8 meses (Moura) vs. 5 a 6 meses (industrial);
• Prolificidade: 10 a 12 leitões (Moura) vs. 14 a 20 leitões (industrial);
• Preço de mercado: mais elevado, voltado ao nicho gourmet;
• Sistema de produção: extensivo ou semi-extensivo, com foco em qualidade sensorial.
A proposta não é competir com a suinocultura industrial, mas oferecer um produto diferente, direcionado à alta gastronomia, empórios especializados e consumidores que valorizam origem e sabor.
Crescimento da demanda e visão de longo prazo
Segundo a empresa, a procura por material genético apresentou crescimento recente, impulsionada pela melhora na relação entre custos de produção e preço do suíno vivo. O cenário sustenta uma perspectiva positiva para os próximos ciclos da suinocultura, especialmente para produtores que buscam eficiência aliada à diferenciação de mercado.
Ao unir 70 anos de história, ciência aplicada e atuação em múltiplos mercados, a Biriba’s reforça a genética como um dos principais vetores de competitividade e geração de valor na suinocultura brasileira.











