
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética Suína (ABEGS) participaram, nesta terça-feira (10/02), de uma reunião híbrida no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com foco nas estratégias para a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) no Brasil.
O encontro ocorreu na sede do Mapa, em Brasília, no âmbito do Departamento de Saúde Animal (DSA), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e foi conduzido pelo diretor do DSA, Marcelo Motta.
Entre os principais temas debatidos estiveram as ações de intervenção nos municípios do Piauí e do Ceará que integram a Zona Não Livre (ZnL) de PSC e que registraram ocorrência da doença nos últimos cinco anos. O objetivo é eliminar a circulação viral nessas áreas e avançar no processo de ampliação da Zona Livre.
A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, avaliou a reunião como positiva e destacou os encaminhamentos definidos. Segundo ela, equipes do DSA/Mapa atuarão em conjunto com os Serviços Veterinários Estaduais na realização de inquéritos soroepidemiológicos para avaliar a circulação do vírus. A expectativa é que estados atualmente na Zona Não Livre possam, até 2028, apresentar pleito de reconhecimento internacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal, avançando no Plano Brasil Livre de PSC.
Para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, o avanço sanitário é decisivo para o crescimento sustentável da suinocultura brasileira e para a abertura de novos mercados, especialmente para a exportação de material genético. Ele ressaltou que mercados estratégicos exigem o reconhecimento do Brasil como livre de PSC para autorizar importações, o que reforça a importância da erradicação da doença para ampliar a competitividade do setor.
As entidades avaliaram que o alinhamento técnico e institucional entre o Mapa e o setor produtivo é fundamental para consolidar um ambiente sanitário seguro e competitivo. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforçou que a atuação integrada entre poder público e iniciativa privada é essencial para o sucesso do plano de erradicação e para a preservação da credibilidade da suinocultura brasileira nos mercados interno e externo.
Também participaram da reunião, de forma remota, representantes da ABEGS, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Embrapa Suínos e Aves e da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves). Presencialmente, estiveram representantes da ABCS e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Referência: ABCS











