Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,14 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,93 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,47 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,08 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,60 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 131,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 115,07 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Internacionak

UE avança em acordo com a Índia e preserva setores sensíveis da agricultura europeia

Descubra os benefícios do acordo entre a UE e a Índia, onde setores da agricultura europeia são preservados em negociações comerciais

European Commission President Ursula von der Leyen, left, looks on as Indian Prime Minister Narendra Modi, center, and European Council President Antonio Costa greet each other after reaching free trade agreement between India and EU in New Delhi, India, Tuesday, Jan. 27, 2026. (AP Photo/Manish Swarup)
European Commission President Ursula von der Leyen, left, looks on as Indian Prime Minister Narendra Modi, center, and European Council President Antonio Costa greet each other after reaching free trade agreement between India and EU in New Delhi, India, Tuesday, Jan. 27, 2026. (AP Photo/Manish Swarup)

Em um momento em que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul segue em direção à ratificação, a Comissão Europeia anunciou a conclusão das negociações de um acordo de livre comércio com a Índia. A iniciativa cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo um mercado potencial de cerca de 2 bilhões de habitantes, conforme destacou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Segundo a Comissão, o acordo deverá gerar economia anual estimada em 4 bilhões de euros para fornecedores europeus, a partir da redução e eliminação de tarifas de importação. Entre os principais pontos, está a redução gradual das tarifas indianas sobre automóveis, que cairão de 110% para 10%, além da eliminação total das tarifas sobre peças automotivas. Máquinas, produtos químicos e farmacêuticos também terão grande parte de suas tarifas removidas. Do lado indiano, o país espera ampliar o acesso de seus produtos ao mercado europeu, especialmente nos segmentos de têxteis, vestuário, couro, calçados, pedras preciosas e joias.

A agricultura, no entanto, permaneceu como um dos temas mais sensíveis das negociações. Assim como ocorre no debate em torno do acordo UE-Mercosul, Europa e Índia optaram por excluir do tratado os chamados setores agrícolas “sensíveis”. Para a União Europeia, isso significa que não haverá redução tarifária nem criação de novas quotas para carne de frango, carne bovina e açúcar, além da manutenção de restrições para produtos como leite em pó e trigo mole. Esses segmentos são considerados estratégicos e altamente sensíveis, sobretudo diante da pressão exercida por acordos com países latino-americanos.

De acordo com informações do jornal The Times of India, a Índia também definiu como sensíveis os setores de aves, lácteos, grãos e determinados grupos de frutas e hortaliças. O texto final do acordo, com a lista detalhada dos produtos abrangidos e excluídos, ainda não foi divulgado oficialmente.

Apesar das restrições, alguns segmentos agrícolas e agroindustriais deverão se beneficiar diretamente do novo acordo. A Índia concordou em reduzir tarifas de importação para produtos como vinho, azeite de oliva, margarina, outros óleos vegetais, kiwis, peras, sucos de frutas e alimentos processados, incluindo pão, biscoitos, massas e chocolate. No caso do azeite, a eliminação das tarifas será total, enquanto as taxas sobre o vinho serão reduzidas gradualmente de 150% para um teto de 20%. Também estão incluídos no acordo a carne ovina e determinados produtos cárneos processados, como salsichas.

Em contrapartida, a União Europeia abrirá quotas para importações de carne de ovelha e cabra, milho doce, uvas, pepinos, cebolas desidratadas e rum, ampliando o intercâmbio comercial em segmentos específicos do agronegócio.

Embora as negociações tenham sido concluídas, o acordo ainda não está em vigor. O texto precisa ser aprovado pelos Estados-membros da União Europeia e pelo Parlamento Europeu, em um processo semelhante ao que ocorre com o acordo UE-Mercosul. A ratificação também dependerá da aprovação formal por parte da Índia, o que indica que o cronograma de implementação ainda pode enfrentar desafios políticos e institucionais.

No campo produtivo, a reação dos agricultores europeus tem sido mais positiva em relação ao acordo com a Índia do que ao tratado com o Mercosul. A Copa-Cogeca, entidade que representa agricultores e cooperativas agrícolas da União Europeia, classificou o resultado das negociações como equilibrado, destacando que o acordo amplia o acesso a um mercado em rápido crescimento, ao mesmo tempo em que preserva setores agrícolas sensíveis. Para a organização, a parceria com a Índia demonstra que é possível avançar em uma política comercial ambiciosa sem comprometer a segurança econômica e produtiva da agricultura europeia, mesmo em um cenário global marcado por incertezas no comércio internacional.

Referência: Poultry World