Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,21 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,46 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,95 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,22 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.166,91 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 172,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,55 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 166,87 / cx

Crédito

Queda dos juros deve destravar crédito e facilitar construção do Plano Safra 2026/27, diz Fávaro

Carlos Fávaro discute como a redução dos juros deve ajudar a elaborara o Plano Safra 2026/27 e melhorar o crédito agrícola

Queda dos juros deve destravar crédito e facilitar construção do Plano Safra 2026/27, diz Fávaro

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (9/2) que a expectativa de redução da taxa básica de juros ao longo deste ano tende a criar um ambiente mais favorável para a elaboração do Plano Safra 2026/27, que começa a vigorar em julho. Segundo ele, o novo cenário pode ampliar a disponibilidade de recursos para financiamento e ajudar a aliviar a atual restrição de crédito enfrentada pelo setor agropecuário.

Em entrevista à CNN, Fávaro avaliou que o crédito rural ficou mais limitado nas instituições financeiras em razão do aumento da inadimplência e do crescimento dos pedidos de recuperação judicial no campo. Ainda assim, destacou que não houve esgotamento de recursos no sistema financeiro.

“O setor enfrenta uma crise de crédito, associada à renda mais baixa, o que dificulta o acesso aos financiamentos”, afirmou o ministro. Ele relatou que produtores têm encontrado obstáculos ao buscar empréstimos e reforçou que o problema não está na falta de dinheiro nos bancos, mas na maior cautela na concessão. “O que acabou não foi o dinheiro, foi o crédito. A insegurança vem da onda indiscriminada de recuperações judiciais no agro e das taxas de juros elevadas, que aumentam a inadimplência”, disse.

De acordo com Fávaro, esse cenário tende a começar a mudar em 2026. “O período mais difícil já está em curso. Vamos trabalhar com a perspectiva de queda dos juros, o que deve tornar o Plano Safra mais fluido e com maior volume de recursos à disposição dos produtores”, completou. O ministro também garantiu que o montante total do próximo Plano Safra deverá ser novamente recorde.

Agenda internacional

No campo internacional, Fávaro afirmou que o Japão deve abrir seu mercado à carne bovina brasileira ainda em 2026, classificando a negociação como certa. Ele também demonstrou otimismo em relação às tratativas com a Coreia do Sul, tema que deverá ser abordado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático neste mês.

Antes disso, a missão oficial brasileira, que deve reunir mais de 400 empresários de diferentes setores, passará pela Índia, onde o governo espera avançar nas negociações para abertura do mercado indiano a pulses brasileiras, como feijões.

Acordo Mercosul–União Europeia

Durante a entrevista, o ministro também comentou o acordo entre Mercosul e União Europeia. Apesar das preocupações com possíveis salvaguardas adicionais e da judicialização do tratado no bloco europeu, Fávaro afirmou preferir uma visão otimista sobre o processo.

“Não dá para olhar apenas o copo meio vazio. A agropecuária do Mercosul será uma das grandes beneficiadas do acordo, e os produtores brasileiros estão entre os mais competitivos do mundo”, disse. Segundo ele, embora existam mecanismos de proteção, eles são recíprocos e deverão ser discutidos ao longo da implementação.

“O essencial é que o acordo foi assinado e o mercado foi aberto. Há interesse de parte dos países europeus em iniciar a aplicação provisória do tratado, especialmente daqueles que enxergam oportunidades de ampliar vendas aos sul-americanos”, concluiu.