Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 182,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.165,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,28 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,39 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 169,99 / cx

Economia

Problema da inflação não é a carne

Para Abrafrigo, problema da inflação não é a carne e nem os alimentos e sim as margens dos supermercados.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), emitiu nota contestando as informações da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), que apontou os produtos que tiveram as maiores altas nos supermercados em 2010: feijão (51,6%), papel higiênico (43,3%) e carne traseiro (34,9%). “O verdadeiro vilão da inflação está nas margens dos supermercados que não param de crescer e que estão chegando a níveis absurdos”, relata o presidente-executivo da entidade, Péricles Salazar. Ele apontou, por exemplo, um estudo da Scot Consultoria realizado entre os dias 10 e 14 de janeiro de 2011, no mercado paulista, onde as margens das grandes redes de supermercados eram de 123% para cortes como o lagarto; de 104% para o patinho; de 137% no filet mignon e de 95% no coxão mole. “ É um  setor altamente concentrado, com quatro ou cinco grandes redes dominando o mercado e elas são responsáveis por 70% da carne comercializada no Brasil”, acrescenta Péricles Salazar.
Segundo ele, é uma injustiça muito grande considerar a carne ou o feijão o vilão da história porque justamente por receberem preços muito baixos os produtores tiveram de abater suas matrizes ou abandonar a atividade, alugando suas terras para cana ou reflorestamentos, o que levou a escassez atual. Mas quem fica com a maior parte da renda obtida a partir dos preços altos é o setor de supermercados”, garante ele. Para Péricles Salazar, junto com a queda no número de cabeças do rebanho bovino brasileiro nos últimos anos houve o aumento de renda e do PIB que elevaram o consumo, subindo os preços. “O problema é que os supermercados não se sensibilizaram para o fato de que o aumento de preços no nível de produtor significava apenas uma saída de uma situação de difícil e estão elevando continuadamente suas margens”, finalizou.