Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 182,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.165,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,28 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,39 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 169,99 / cx

Inflação no campo avança 2,42% em junho

<p>Os produtos de origem animal puxaram o índice com alta de 9,31%, enquanto os produtos vegetais registraram baixa de 0,35%.</p>

Redação (07/07/2008)- O IqPR (Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista) encerrou junho com alta de 2,42%, segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola), ligado à Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Os produtos de origem animal puxaram o índice com alta de 9,31%, enquanto os produtos vegetais registraram baixa de 0,35%.

Para o índice acumulado (com base 100 em dezembro de 2006), os resultados em junho são de 120,57% para o IqPR; de 102,40% para o IqPR-V (produtos vegetais) e de 165,40% para o IqPR-A (produtos de origem animal). Desconsiderando a cana-de-açúcar do cálculo, os resultados sobem significativamente: o IqPR passa para 147,89% e o IqPR-V vai a 140,93%, “o que evidencia a forte valorização da maioria dos demais produtos de origem vegetal", segundo a pesquisa.

As maiores altas foram verificadas nos preços do tomate para mesa (15,18%), da carne bovina (12,40%), da carne de frango (9,80%), da carne suína (8,58%), da soja (7,89%) e da laranja para indústria (7,48%). No caso do tomate de mesa, a produção foi prejudicada pelas baixas temperaturas, o que reduziu sua oferta, elevando a cotação.

Quanto à carne bovina, a redução de oferta de animais para o abate por parte dos pecuaristas forçou os frigoríficos a pagarem mais pelo boi gordo, de acordo com o IEA. As demais carnes também apresentaram a mesma tendência, pois, com as altas, o consumidor não tem como exercer pressão baixista (migração do produto em alta para o produto com preço mais baixo). "O aumento das carnes está enquadrado em contexto mais amplo (que atinge todos os produtos, mas é evidente nos produtos de origem animal)".

Segundo os pesquisadores do IEA, os preços agropecuários estão sofrendo pressões de custos de produção frente às altas dos preços do petróleo e dos fertilizantes no mercado internacional.