Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,78 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,86 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,54 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,97 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,18 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,46 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,25 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Economia

Entrave argentino

União Europeia pede fim de barreiras comerciais da Argentina. Bloco critica aplicação de licenças não automáticas pelos argentinos.

A União Europeia (UE) endureceu o tom contra a Argentina na área comercial, exigindo que Buenos Aires elimine a aplicação de licença não automática sobre produtos importados da Europa ou reduza significativamente seus “efeitos adversos”.

O Valor apurou que o comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, enviou uma dura carta ao ministro argentino das Relações Exteriores, Jorge Taiana, reclamando que Buenos Aires ampliou de 38 para 400 o número de produtos submetidos a licença não automática, atingindo em cheio exportações europeias.

Gucht estima que chegariam a US$ 67,5 milhões as “perdas comerciais” de exportadores europeus até recentemente, com os “custos adicionais e procedimentos onerosos” criados pela Argentina. “Vamos responder ao sr. Gucht, mas sem apuros”, disse o secretário de Comércio Internacional da Argentina, embaixador Alfredo Chiaradia, que está em Bruxelas chefiando a delegação do Mercosul na discussão com a UE para um acordo de livre comércio.

O Mercosul foi alvo também do comissário europeu, acusando o bloco de já ter “enviado uma mensagem muito negativa” com a alta de tarifas de importação para uma série de produtos lácteos, produtos têxteis e bolsas e mochilas, ocorrida no ano passado. Na carta, o representante de Bruxelas ameaça denunciar a Argentina na Organização Mundial do Comércio (OMC) por violação das regras comerciais, se o país continuar recorrendo ao mecanismo.

Segundo especialistas, Buenos Aires vem usando desde 2008 licença não automática de importação, que serve para administrar restrições ao comércio, incluindo a quantidade de produtos que entra no seu mercado.

A Argentina tem tido problemas também com o Brasil por causa de licença não automática. Em novembro, os dois países se comprometeram a expedir em no máximo 60 dias esse tipo de licença para reduzir o confronto bilateral. O Brasil chegou a aplicar medida similar, que causou problemas para o embarque de produtos perecíveis argentinos retidos na fronteira.

À margem de discussões entre a União Europeia e o Mercosul, sobre eventual retomada da negociação do acordo de livre comércio, representantes de alguns países europeus continuaram apontando barreiras na Argentina e duvidando da possibilidade de o governo de Cristina Kirchner aceitar liberalização mesmo limitada.

Mas o curioso é o comissário europeu, Karel de Gucht, reclamar que a Argentina “não está honrando” o compromisso no G-20 de não adotar novas medidas restritivas ao comércio. A própria União Europeia voltou a dar subsídios à exportação de produtos agrícolas.

Na verdade, há uma certa irritação entre alguns países na Europa inclusive pelo fato de a Argentina fazer parte do G-20 financeiro, que se torna na prática o diretório econômico do planeta em substituição ao combalido G-8 das nações ricas.

Em recente debate em Bruxelas, o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, comentou: “Recebermos lições de política econômica da Argentina é algo discutível, na minha opinião.” E contestou a representação do G-20, estimando que seus membros precisam ainda ser mais bem definidos, talvez no ano que vem.

Sobre a excessiva representação da Europa nos organismos financeiros internacionais, como o FMI e o Banco Mundial, Carl Bildt não falou nada.