Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,78 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,86 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,54 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,97 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,18 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,46 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,25 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Economia

Brasil vs. Argentina

Governo brasileiro deve tomar contramedidas e suspender a importação de produtos argentinos, que devem ser mais leais nas relações bilaterais.

O Governo brasileiro deve tomar contramedidas e suspender a importação de produtos argentinos para convencer o parceiro do Mercosul a ser mais leal nas relações bilaterais. A posição é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, em face da decisão do governo argentino anunciar medidas protecionistas, desta vez contra a importação de alimentos com similares nacionais.

Para o dirigente, essas restrições atingem, produtos brasileiros e ressuscita antigos conflitos comerciais iniciados há muitos anos e agravados com a imposição de licenças prévias pela Argentina a partir da crise de 2008. Desta vez a Argentina não invocou motivos sanitários para a proibição dos alimentos e o instrumento para impor a proibição será o trancamento de licenças de importação.

De acordo com a Faesc, empresários e produtores rurais não aceitam mais esse comportamento da Argentina e as indústrias que sofrem no mercado interno a concorrência de produtos argentinos, como o vinho e .lácteos, exigem do governo a adoção de barreiras que até agora o Brasil tem evitado.

O intercâmbio com Brasil/Argentina vem evoluindo de forma equilibrada nos últimos meses. De janeiro a abril, o Brasil vendeu à Argentina US$ 4,8 bilhões e importou US$ 4,3 bilhões. A situação atual é bem diferente de 2008, quando o Brasil acumulou superávit de US$ 4,347 bilhões no comércio bilateral. Além disso, os alimentos representam pequena fração do valor do intercâmbio, no qual predomina o comércio de automóveis.

Pedrozo observou que ainda não se conhece uma relação oficial completa dos produtos barrados. Uma das grandes preocupações da Faesc é a carne suína. A Argentina é o quarto mercado da carne suína catarinense. Se a suspensão das importações argentinas atingir esse produto, poderá haver excesso de oferta no mercado interno e os preços – que estão em uma linha ascendente de recuperação – podem sofrer nova depressão.

O presidente da Faesc lamenta que as relações comerciais entre Brasil e Argentina estejam regredindo e que o Mercosul caminha para um fracasso. Oficialmente, o bloco é uma união aduaneira, por isso o Brasil não pode firmar acordos de livre comércio sem a participação de Argentina, Uruguai e Paraguai. “Como esse status de união aduaneira não funcionou na prática, o melhor seria retornar o Mercosul à condição de área de livre comércio. Assim, o Brasil teria mais liberdade de negociação com outros países. Até agora, o bloco não preenche sequer as condições para merecer essa denominação”.