Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,94 / kg
Soja - Indicador PRR$ 128,00 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 134,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,89 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,89 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,45 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,22 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,32 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,82 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 107,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,22 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,64 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.179,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.044,72 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 120,82 / cx

Revés nos EUA determina forte alta das ações da JBS

<p>O avanço foi reflexo da boa interpretação feita por analistas e investidores sobre a negativa feita pelo governo americano.</p>

Redação (22/10/2008)- Neste mês, no ano, nos últimos 12 meses e também desde sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), as ações da JBS apresentam desempenho sempre inferior ao do Ibovespa. Ontem, em contrapartida, um dia depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidir barrar a compra da National Beef pelo frigorífico brasileiro, suas ações ON encerraram em alta de 10,38%, a R$ 3,40. O principal índice da Bovespa recuou 1,01%. Foi o segundo melhor desempenho da bolsa brasileira no dia. 

O avanço foi reflexo da boa interpretação feita por analistas e investidores sobre a negativa feita pelo governo americano – ainda que JBS e U.S. Premium Beef, que controla a National Beef, tenham reiterado que tentarão reverter o bloqueio. O impedimento ao negócio, apoiado também pelas procuradorias de 13 Estados americanos, foi justificado com o temor de que mais de 80% do mercado de processamento de carne dos EUA ficaria nas mãos apenas de JBS, Cargill e Tyson Foods. 

 "Estamos em um momento difícil da economia, com escassez de crédito. Quem tem dinheiro em caixa tem que esperar até que o pior passe. Como a compra foi barrada, a JBS pode ficar com mais recursos para enfrentar as turbulências", diz André Nardini, analista da corretora Terra Futuros. "Ela é uma empresa arrojada. Nada impede que volte às compras no futuro, mas o momento atual não é o mais adequado".

Em um cenário de oferta mais apertada de crédito, o frigorífico brasileiro teria maiores dificuldades para efetivar seu crescimento nos EUA, acreditam os analistas. Em março, quando o acordo de compra da National Beef foi divulgado, a proposta apresentada foi de aporte de US$ 560 milhões, além de ssunção de dívidas, o que elevaria a operação para US$ 970 milhões. 

"As operações nos Estados Unidos têm margens mais apertadas que as do mercado brasileiro. O mercado está olhando mais para o resultado da empresa, e não tanto para o tamanho que ela poderá ter. Os custos nos EUA são mais elevados", diz Fabiano Tito Rosa, analista da Scot Consultoria.

Em relatório, o banco UBS Pactual afirmou que, embora fosse preferível que toda a operação fosse completada agora – a compra da Smithfield, também anunciada em março, foi aprovada – "acreditamos que, dadas as atuais condições de mercado, é melhor ter dinheiro em caixa". 

De acordo com uma fonte da JBS, o impasse na Justiça americana deverá se estender por um período entre cinco e seis meses.