Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Empresa japonesa quer instalar fábrica no Paraná

A intenção é aproveitar a matéria-prima produzida na região, agregando valor ao complexo soja, que participa com 40%das exportações paranaenses.

Da Redação 24/09/2003 – A empresa japonesa Toshoku, dona exclusiva de uma nova tecnologia de processamento de soja, está buscando parceiros no Paraná. A intenção é aproveitar a matéria-prima produzida na região, agregando valor ao complexo soja, que participa com 40%das exportações paranaenses (principalmente grãos e farelos).

Além de repassar a tecnologia, a Toshoku se compromete a comprar 100% da produção. Para isso é preciso instalar uma fábrica no Estado. A contrapartida do investimento local é de US$ 20 milhões. “É um valor alto – diz o diretor  reeleito da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná, deputado Luiz Nishimori (PSDB) – mas estudos comprovam que esses recursos serão recuperados em três anos”.

Tecnologia nova

A empresa japonesa desenvolveu a tecnologia de micropulverização da soja. Sem uso de produtos químicos ou calor. Pelo processo, o pó de soja extraído dos grãos conserva todas as propriedades nutritivas originais. Japão e Estados Unidos são os principais compradores do produto.

Cada quilo da farinha microprocessada custa cinco dólares e os japoneses estão dispostos a pagar três dólares e meio ao parceiro brasileiro que topar criar uma joint venture para explorar esse mercado. Representantes da Toishoku acabam de visitar o Paraná. Yoshinori Iwamoto e Ted Hattori estiveram conhecendo cooperativas da região Noroeste. Visitaram a Coamo, em Campo Mourão, e a Cocamar, em Maringá.

Também é possível extrair o pó de gérmen de soja, com tecnologia semelhante, segundo os representantes da empresa japonesa, destinado à fabricação de medicamentos e alimentos dietéticos. “Pesquisas do Japão confirmam o baixo índice de câncer de próstata e mama, devido ao consumo de produtos à base de gérmen, rico em isoflavona”, garante Ted Hattori.

Os técnicos da Coamo e da Cocamar ficaram entusiasmados com a nova tecnologia, de acordo com o diretor da Câmara Brasil-Japão, mas, por enquanto, as conversas não evoluíram na parte financeira. Segundo Nishimori, a instalação da empresa de micropulverização no Paraná permitiria a criação de um parque fabril de transformação do pó em produtos como iogurtes, sucos, leite de soja, queijos, pudins e sorvetes. A farinha já foi experimentada com sucesso pela Nestlé, Parmalat, Unilever Bunge alimentos e Coinbra, informa o deputado.