Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,43 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,44 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,14 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,16 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,59 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Internacional

Recuperação da produção de carne no Extremo Oriente Russo: impactos e perspectivas

Recuperação da produção de carne no Extremo Oriente Russo: impactos e perspectivas

A região de Primorsk, no Extremo Oriente Russo, enfrenta desafios significativos no abastecimento de carne devido a surtos de peste suína africana (PSA) nos últimos anos. A situação levou a um déficit de carne suína e de aves, alterando a dinâmica dos preços e pressionando a indústria local.

Os surtos de PSA obrigaram o abate de 252 mil suínos em 2023, reduzindo a produção local pela metade. A escassez de carne suína fez com que o preço do frango, tradicionalmente mais acessível, se equiparasse ao da carne suína. Segundo Andrey Brontz, Ministro da Agricultura de Primorsk, essa elevação reflete a substituição de um tipo de carne por outro em resposta ao déficit.

A localização remota do Extremo Oriente Russo, a cerca de 7.000 km da parte europeia do país, agrava o problema. A região de Primorsk produz apenas 40% da demanda interna por aves, enquanto as regiões ocidentais, afetadas por surtos de gripe aviária, não conseguiram suprir a lacuna. Isso evidenciou a dependência de Primorsk em relação às importações internas e internacionais.

Atualmente, apenas duas das seis fazendas de suínos de Primorsk estão operando. Contudo, um programa de revitalização já está em andamento, com previsão de retomada gradual das operações nas instalações fechadas. A produção de carne suína deve dobrar em 2025, atingindo 110 mil toneladas.

Antes da PSA, a região planejava exportar carne suína para Coreia do Sul, Vietnã e China. Com a recuperação da produção, esses planos devem ser retomados, marcando o início de uma nova fase econômica para o Extremo Oriente Russo.

A crise expôs a vulnerabilidade da região em termos de autossuficiência alimentar, mas também impulsionou esforços de reestruturação que podem transformar a indústria local em um futuro próximo.

Referências: Pig Progress