Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,43 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,44 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,14 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,16 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,59 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Internacional

Frigoríficos mais rápidos nos EUA: riscos para trabalhadores e segurança alimentar?

Frigoríficos mais rápidos nos EUA: riscos para trabalhadores e segurança alimentar?

O governo dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump, implementou uma medida que permite o aumento permanente da velocidade das linhas de processamento em unidades de aves e suínos. Essa decisão, vista como uma vitória para empresas do setor, gerou forte preocupação entre grupos de defesa dos trabalhadores e de segurança alimentar.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) iniciou o processo para oficializar velocidades mais altas, que já eram permitidas em algumas instalações sob regime de isenção. Em plantas de frango, por exemplo, a velocidade de processamento pode chegar a 175 aves por minuto, superando o limite anterior de 140.

A justificativa do USDA baseia-se na alegação de que não há ligações diretas comprovadas entre a velocidade de processamento e lesões no local de trabalho. No entanto, pesquisas indicam que os trabalhadores de frigoríficos enfrentam riscos significativamente maiores de danos graves.

Sindicatos e grupos de defesa argumentam que a maior velocidade aumenta o risco de lesões por esforço repetitivo e acidentes, além de comprometer a segurança alimentar. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que a incidência de doenças ocupacionais na indústria de abate e processamento de animais é seis vezes maior que a média de outras indústrias.

A decisão do governo Trump contrasta com o posicionamento de grupos de defesa dos trabalhadores, que há anos alertam para os perigos do aumento da velocidade das linhas de processamento. A medida também reacende o debate sobre as condições de trabalho nos frigoríficos, onde muitos trabalhadores são imigrantes e indocumentados.

Fonte: Reuters