
O trigo encerrou a sessão na bolsa de Chicago com forte queda nesta segunda-feira (28/4), influenciado pelas incertezas da guerra comercial. Os contratos para julho recuaram 2,57%, fechando a US$ 5,31 o bushel. Segundo Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, a queda reflete as tensões comerciais com potenciais compradores do trigo americano, cuja colheita se aproxima. A ausência de confirmações sobre um possível acordo comercial entre EUA e China, após declarações otimistas na semana anterior, também pressionou os preços. Adicionalmente, a chegada de chuvas nas Grandes Planícies do norte dos EUA, melhorando a umidade do solo em Dakota do Norte (principal produtor de trigo de primavera), e a perspectiva positiva para a produção 2025/26 na União Europeia contribuíram para a tendência de baixa.
O milho fechou com leve baixa na bolsa de Chicago. Os contratos para julho cederam 0,46%, cotados a US$ 4,8325 o bushel. A T&F Consultoria Agroeconômica atribui a queda às chuvas no cinturão produtor de grãos americano, que devem favorecer uma safra recorde acima de 400 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.
Em direção oposta aos cereais, a soja registrou leve valorização. Os contratos com vencimento em julho tiveram alta de 0,31%, fechando a US$ 10,6250 o bushel. Apesar da alta, a T&F Consultoria Agroeconômica aponta para um cenário de baixa para a soja, influenciado pela queda nos preços do petróleo e pela realização de lucros após os ganhos da semana anterior. A falta de avanços concretos nas negociações comerciais entre EUA e China continua sendo um fator de pressão para baixo nos preços. Contudo, a China sinalizou conforto com seus parceiros comerciais para o fornecimento de soja, com o vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China afirmando que o país não será afetado por uma queda nas importações de produtos agrícolas americanos, já que grande parte da demanda seria naturalmente atendida pelo Brasil, principal exportador mundial do grão. A China, inclusive, dobrou a demanda pela soja brasileira desde o início de abril.











