
Os preços dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda nesta quarta-feira (3/12/2025), refletindo a pressão da falta de demanda chinesa pela soja americana e a perspectiva de oferta abundante para os outros cereais.
Soja: Dúvida sobre a Demanda da China
A soja registrou queda pelo segundo dia consecutivo. Os contratos para janeiro caíram 0,80%, fechando a US$ 11,1575 o bushel.
- Principal Fator de Queda: A ausência da China nas compras de soja dos Estados Unidos desde a última sexta-feira (28) é o principal vetor de baixa.
- Preocupação com Acordo: O mercado está cético quanto ao cumprimento da meta de compra de 12 milhões de toneladas de soja americana acordada pela Casa Branca. Consultorias estimam o volume comprado em cerca de 4 milhões de toneladas, enquanto os dados oficiais do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) indicam pouco mais de 2 milhões de toneladas.
- Oferta Brasileira: A preocupação com a oferta global diminuiu devido ao avanço do plantio no Brasil. A semeadura da soja no país atingiu 86% da área, superando a média de 84,4% dos últimos cinco anos, segundo a Conab, aliviando o risco de atrasos mais graves.
Milho: Retorno à Tendência de Baixa
O milho apagou os ganhos recentes e fechou o dia em queda. Os contratos para março desvalorizaram 1,48%, fechando a US$ 4,3150 o bushel.
- Fundamentos: A falta de alterações significativas no quadro de oferta e demanda mantém a tendência de preços baixos para o cereal. As boas perspectivas para a safra dos EUA no ciclo 2025/26 continuam exercendo pressão sobre as cotações.
Trigo: Ajuste e Realização de Lucros
O trigo fechou em leve queda, com os lotes para março recuando 0,51%, negociados a US$ 5,3825 o bushel. O movimento é atribuído à realização de lucros por parte dos investidores, após as altas da sessão anterior que foram impulsionadas por tensões geopolíticas no Mar Negro.











