
Na abertura da sessão desta quinta-feira (3/4) na bolsa de Chicago, os contratos de maio da soja iniciaram o pregão em queda, enquanto milho e trigo apresentaram comportamentos distintos.
Soja:
- Os contratos de maio da soja abriram em queda de 1,34%, cotados a US$ 10,1575 o bushel.
- Essa desvalorização acompanha o recuo do óleo de soja, que registrou uma diminuição de 2,85% nos contratos futuros.
- O mercado de soja reflete a tensão gerada pelo anúncio de tarifas recíprocas pelo governo Donald Trump, que aumentou a incerteza nos mercados exportadores de grãos.
- A consultoria argentina Granar classificou o momento como um “Dia de Luto” para o mercado, em contraste com o “Dia da Libertação” da sessão anterior.
- No entanto, a Granar também aponta que Brasil e Argentina podem se beneficiar da situação, tornando-se alternativas para compradores do complexo soja.
- A imposição de tarifas de 34% sobre a China, somadas às tarifas de 20% já existentes, é vista como um fator de grande impacto. A Granar considera improvável que a China mantenha uma retaliação limitada a apenas 10% sobre a soja norte-americana.
- A consultoria destaca que as tarifas contra a China e a União Europeia coincidem com o período de maior oferta da nova soja sul-americana, com a colheita brasileira em fase final e a colheita argentina em início, o que oferece aos compradores opções de abastecimento.
Milho:
- Em contraste com a soja, as negociações de milho iniciaram em campo positivo, com alta de 0,44%, cotado a US$ 4,5975 o bushel.
- Apesar da projeção de aumento na área plantada de milho nos EUA, o mercado está atento à colheita na Argentina e aos preços elevados do milho no Brasil, que podem limitar as exportações e abrir espaço para a Argentina.
- A Granar acredita que os exportadores argentinos podem buscar mercados onde as tensões comerciais prejudiquem a competitividade dos EUA.
Trigo:
- O trigo abriu praticamente estável, com leve queda de 0,05% para os contratos de maio, cotados a US$ 5,3875 o bushel.
- No entanto, os contratos de junho apresentaram alta de pelo menos 0,14%, com preço de US$ 5,5350 o bushel.
O mercado de grãos permanece volátil e sensível às tensões comerciais e às dinâmicas de oferta e demanda globais.











