Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,21 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,46 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,95 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,22 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.166,91 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 172,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,55 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 166,87 / cx

Economia

Crédito rural empresarial cresce no Plano Safra 2025/2026, puxado pela expansão das CPRs

Entenda como o crédito rural empresarial cresce no Plano Safra 2025/2026, impulsionado pela alta nas Cédulas de Produto Rural

Crédito rural empresarial cresce no Plano Safra 2025/2026, puxado pela expansão das CPRs

O crédito rural empresarial manteve trajetória positiva no início do Plano Safra 2025/2026, impulsionado principalmente pelo avanço das Cédulas de Produto Rural (CPRs). Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o volume contratado somou R$ 316,57 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo intervalo da safra anterior, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Os recursos efetivamente liberados nas contas dos produtores alcançaram R$ 307,11 bilhões, crescimento de 3%, confirmando um cenário de manutenção do crédito, ainda que marcado por maior seletividade das instituições financeiras.

CPR ganha protagonismo no financiamento da produção

O principal vetor de crescimento no período foi a CPR, que avançou 37%, totalizando R$ 143,22 bilhões. Como esses recursos são majoritariamente direcionados ao custeio, a soma entre custeio tradicional e CPR elevou o financiamento da produção para R$ 241,38 bilhões, volume 10% superior ao registrado no mesmo período do Plano Safra 2024/2025.

O movimento indica uma mudança estrutural no perfil de captação dos produtores, com maior uso de instrumentos de mercado em detrimento das linhas tradicionais.

Investimentos recuam em ambiente de cautela

Na contramão do custeio, o crédito destinado a investimentos apresentou retração expressiva de 20%, somando R$ 35,41 bilhões. Programas voltados à ampliação da capacidade produtiva, como o Programa de Construção de Armazéns (PCA), permaneceram praticamente estáveis, com leve recuo de 1%.

Juros elevados influenciam decisões

O cenário reflete cautela tanto do lado da demanda quanto da oferta. Produtores priorizaram recursos para a safra corrente, enquanto bancos adotaram postura mais conservadora diante do patamar elevado da Selic, em 15% ao ano, apesar das expectativas de cortes mais significativos até o fim de 2026.

Comercialização perde fôlego, industrialização avança

As operações voltadas à comercialização somaram R$ 20,56 bilhões, queda de 10%. Já o crédito para industrialização apresentou forte expansão, alcançando R$ 19,22 bilhões, crescimento de 45%, sinalizando maior interesse na agregação de valor e no processamento da produção agropecuária.

Fontes de recursos mostram mudança de composição

As fontes controladas totalizaram R$ 92,26 bilhões, recuo de 7%. Dentro desse grupo, chamam atenção a forte alta da LCA controlada, que chegou a R$ 24,60 bilhões, e a redução dos recursos obrigatórios e da poupança rural controlada.

Já as fontes não controladas somaram R$ 71,63 bilhões, queda de 25%, influenciada pela retração da LCA livre, parcialmente compensada pelo avanço da poupança rural livre.

Menos contratos e maior concentração

O número total de contratos caiu 24%, para 337.548 operações, com recuo mais intenso na agricultura empresarial e nas CPRs. Ainda assim, a participação das CPRs no total concedido saltou de 34% para 47%, consolidando sua relevância no crédito rural brasileiro.

O desempenho do período evidencia um Plano Safra marcado pela expansão de instrumentos privados, retração dos investimentos e maior foco no financiamento do custeio, em um ambiente de juros elevados e maior seletividade no crédito.