Redação SI 07/10/2005 (Fortaleza/CE) – Os participantes do Congresso da Abraves puderam conhecer em detalhes uma tecnologia que, embora bastante disseminada na Europa, ainda é pouco conhecida no Brasil: o condicionador ambiental. A apresentação foi ministrada pelo pesquisador e gerente técnico da empresa Olmix, Otto Figueiró.
Segundo ele, o condicionador ambiental nada mais é do que um pó, apresentado sob a forma de talco e que quando aplicado nos animais (ou nas próprias instalações) reduz sua umidade. ””Ao se retirar a umidade dos animais, automaticamente está se reduzindo a taxa bacteriana do ambiente””, explica Figueiró. ””Isso é importante porque todas as bactérias e parasitas necessitam de água para sua reprodução e desenvolvimento””, completa.
De acordo com ele, embora o condicionador ambiental tenha várias aplicações, a mais utilizada é na fase de nascimento dos leitões. ””Ao nascer o leitão é empanado com o condicionador, o que possibilita uma secagem mais rápida do animal antecipando seu contato com a mãe e, conseqüentemente, com o colostro””.
Tecnologia recente – De acordo com Figueiró, o condicionador ambiental é uma tecnologia recente, que começou a ser desenvolvida há cerca de 10 anos. A demanda por esse tipo de produto, explica, surgiu devido às crescentes exigências da União Européia quanto a redução do impacto ambiental provocado pela atividade. ””A União Européia decidiu limitar o número de matrizes por hectares devido à excessiva produção de dejetos. Nesse sentido, os produtores começaram a usar um dessecante, um condicionar ambiental, para retirar a umidade do ambiente, diminuindo assim a utilização de água nas granjas e, por extensão, o volume de dejetos””, explica o pesquisador.
Segundo Figueiró, a base dos condicionadores ambientais são ingredientes higroscópicos ou que aumentam a superfície de contato entre a umidade e o meio ambiente. ””””Então ele pode ser de origem orgânica, como pó de serra ou algas, que têm grande capacidade de absorção de água””, explica. ””Porém, esse tipo de produto está caindo em desuso porque são de origem orgânica e, portanto, podem um veículo de cultura de bactérias””.
De acordo com Figueiró, atualmente as argilas, expansíveis e não expansíveis, estão sendo utilizadas para a produção do produto. ””Hoje a última tecnologia são as argilas expansíveis biologicamente modificadas””, afirma.











