Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,84 / kg
Soja - Indicador PRR$ 127,12 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,06 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,62 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,80 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,29 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,18 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,23 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,21 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 106,88 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 110,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 119,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 120,92 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 112,05 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,53 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,75 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.050,37 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 130,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 109,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 112,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 125,23 / cx

Atualização em circovirose

<p>Primeiro pesquisador a identificar o PCV2 no mundo está à frente de um consórcio internacional de pesquisa sobre a circovirose e apontou novidades sobre a doença.</p>

Redação SI (18/10/2007) – Gordon Allan, do AgriFood and Bioscience Institute na Irlanda, está a frente de um consórcio que reúne 16 grupos de pesquisa multidisciplinar em todo o mundo ligados a circovirose. Ele foi o primeiro pesquisador a identificar o circovirus suíno tipo 2 (PCV2) no mundo. Nesta manhã (18/10) ele abriu as seções de palestras do Congresso da Abraves.

De acordo com Allan, os atuais estudos relacionados ao PCV2 apontam que apenas a Síndrome da Refugagem Multissistêmica (PMWS) e distúrbios reprodutivos podem ser diretamente atribuídos a ele. Em sua opinião, a Síndrome de Dermatite e Nefropatia Suína (PDNS) e a Porcine Respiratory Disease Complex (PRDC) não são causadas pelo vírus. “Nem sempre é encontrado o PCV2 em lesões de animais com PNDS”, afirma o pesquisador. “Tentamos reproduzir PNDS experimentalmente com o PCV2, mas não conseguimos. Então, não está provado que ele é o causador desta síndrome”, complementa.

O pesquisador ressalta ainda a impossibilidade de um diagnóstico preciso no campo. Há necessidade de exames diagnósticos para se identificar os antígenos, não esquecendo do diagnóstico diferencial. Ele exemplifica citando que na Suíça, de 76 leitões diagnosticados com PCV2, baseados somente na sintomatologia, apenas quatro realmente portavam o vírus. A PMWS possui sinais clínicos parecidos com os de outras enfermidades. Isto não reduz o impacto causado por esta doença imunossupressora na suinocultura mundial. Para Allan, se está entrando na era das interações complexas entre vírus e hospedeiros.

Novas cepas? – O pesquisador aponta que há uma discussão no meio científico dos Estados Unidos e Canadá relacionada ao surgimento de novas cepas de PCV2, que seriam mais virulentas que as antigas. No entanto, de acordo com Allan, há somente dois genótipos do vírus, o antigo e o novo, e não novas cepas. “É preciso esclarecer e criar uma nomenclatura padrão para estes vírus”, destaca o pesquisador.

A sugestão de Allan é a adoção de PCV2 Genogroup 1 para o antigo e PCV2 Genogroup 2 para o novo. “Não temos informações suficientes para saber se um é mais virulento que o outro”, afirma. De acordo com o pesquisador, hoje as vacinas comerciais são produzidas com o genótipo 1 e tem funcionado bem em ambos os casos.

Dentro do consórcio para pesquisa com circovírus, se tem trabalhado no chamado fator Pietran. Estudos apontaram que suínos Pietran possuem maior resistência à doença. Os fatores genéticos que levariam a isto estão sendo pesquisados. Para se ter uma idéia deste fator, a Bélgica, apesar de fronteiriça a países com forte presença do PCV2, praticamente não registra casos de PMWS. O motivo seria o fato da suinocultura belga se utilizar somente de machos Pietran.