
Nos últimos dias, grande parte da Região Sudeste esteve sob a influência do segundo episódio do ano da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um dos principais sistemas meteorológicos responsáveis pelas chuvas persistentes durante o verão brasileiro. Embora o núcleo da ZCAS não tenha atuado diretamente sobre o Estado de São Paulo, o fenômeno contribuiu para organizar o transporte de umidade sobre o Sudeste, criando condições favoráveis à ocorrência de temporais.
Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, o encerramento do episódio da ZCAS no domingo (25) não trouxe estabilização completa do tempo. A circulação de ventos em baixos níveis continua canalizando grande volume de umidade para São Paulo, especialmente a partir do interior do país. Esse cenário é reforçado pela atuação de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o Brasil, o que deve manter o clima instável ao longo da última semana de janeiro.
O excesso de umidade combinado às altas temperaturas favorece a formação de nuvens profundas, típicas do verão, responsáveis por pancadas de chuva fortes, temporais isolados, rajadas de vento e descargas elétricas, principalmente entre a tarde e a noite.
De acordo com a Climatempo, as pancadas de chuva tendem a se tornar mais frequentes e intensas nos próximos dias. O risco de temporais é maior nas regiões norte, nordeste e leste do Estado de São Paulo, incluindo a Grande São Paulo, onde a chuva pode cair com forte intensidade em curto intervalo de tempo, elevando o risco de alagamentos. No centro-oeste paulista, o risco de temporais aumenta gradualmente ao longo da semana, enquanto no sul do estado as chuvas devem ocorrer de forma mais isolada, alternadas com períodos de sol.
Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, também há aumento das instabilidades, com previsão de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais, especialmente no Triângulo Mineiro, Zona da Mata e no interior fluminense. No Espírito Santo, a chuva ocorre de maneira mais irregular e, em geral, com menor intensidade.
No Sul do país, a atuação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina mantém a chuva frequente, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, onde há previsão de pancadas mais intensas em alguns pontos. No Rio Grande do Sul, o alerta é para temporais localizados, com maior risco no sudoeste do estado.
No Centro-Oeste, o calor associado à alta umidade continua favorecendo pancadas fortes e temporais isolados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com maior intensidade nas áreas do norte e no interior dos estados. Já no Norte, as chuvas seguem volumosas, com risco elevado especialmente no Amazonas e no Acre. No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém chuva frequente no litoral e no norte da região, com possibilidade de temporais isolados e rajadas de vento.










