Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Pesquisa

Trigo absorve mais CO2 do que emite, revela pesquisa

O CO2 desempenha um papel fundamental no processo de fotossíntese das plantas, promovendo o crescimento da biomassa e a formação de frutos ou grãos

Trigo absorve mais CO2 do que emite, revela pesquisa

Um estudo realizado pela Embrapa Trigo (RS) e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) mostrou que o trigo tem a capacidade de sequestrar mais carbono do que emite para a atmosfera. A pesquisa, conduzida em Carazinho, no Rio Grande do Sul, observou que durante o ciclo de produção, o trigo absorveu um total de 7.540 kg de dióxido de carbono (CO2) por hectare da atmosfera, neutralizando assim as emissões durante o período sem plantação e gerando um saldo positivo de 1.850 kg/ha.

A medição foi realizada por meio de uma torre de fluxo em uma lavoura de grãos que cultivava soja e trigo. Esse equipamento, utilizado pela UFSM desde a década de 1990, avalia a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Os resultados mostraram que o trigo absorveu 5,31 gramas (g) de CO2 por metro quadrado (m²) por dia, enquanto a soja absorveu apenas 0,02 g, o que é praticamente insignificante. Já o período sem plantação após o trigo emitiu 3 g de CO2 por m², enquanto o pousio da soja emitiu 3,29 g.

Os resultados do estudo também ressaltaram os impactos negativos do período sem plantação no sistema de produção de grãos em relação à emissão de CO2. Em apenas 30 dias, o pousio foi responsável por emitir 27% de todo o carbono que o trigo e a soja acumularam ao longo de 11 meses de cultivo.

Genei Dalmago, pesquisador da Embrapa, avaliou que é possível observar que o pousio no sistema de produção emite CO2, especialmente após a colheita do trigo, quando o calor acelera a decomposição dos restos culturais. Ele destacou que existem alternativas para reduzir ou eliminar o período sem plantação entre as culturas no outono, como o uso de plantas de cobertura, plantas destinadas à produção de grãos ou para a produção de forragem.

Jorge Alberto de Gouvêa, também pesquisador da Embrapa, acrescentou que o projeto está buscando parcerias para expandir a infraestrutura de avaliação e monitoramento, especialmente com a instalação de novas torres de medição em diferentes ambientes de produção de grãos na Região Sul.

O CO2 desempenha um papel fundamental no processo de fotossíntese das plantas, promovendo o crescimento da biomassa e a formação de frutos ou grãos. Durante o desenvolvimento, as plantas também liberam carbono, principalmente durante a noite, quando respiram mais e não ocorre a fotossíntese. Além disso, a decomposição dos resíduos agrícolas também contribui para a emissão de CO2 para a atmosfera. O manejo adequado do CO2 é considerado primordial para a produção de alimentos.