Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,69 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,19 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,54 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,32 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,54 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,32 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,24 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,25 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,43 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,86 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 121,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,37 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,63 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,08 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Sanidade

#TBT Agrimidia: papel da Embrapa na pesquisa de imunização contra a Doença de Gumboro em aves

Conheça o papel da Embrapa na pesquisa de imunização contra a Doença de Gumboro e suas estratégias para aves saudáveis.

#TBT Agrimidia: papel da Embrapa na pesquisa de imunização contra a Doença de Gumboro em aves

O conteúdo a seguir foi publicado na edição nº 932 da revista Avicultura Industrial, de 1987, e traz uma análise técnica sobre a Doença de Gumboro, uma das enfermidades virais mais desafiadoras para a avicultura comercial. Naquele período, pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves (então conhecida como CNPSA) já identificavam a influência dos anticorpos maternos na eficácia das vacinas, reforçando a necessidade de estratégias imunológicas personalizadas por lote. O texto destaca também os sinais clínicos, o impacto produtivo e as medidas de biosseguridade necessárias para o controle da doença.

CNPSA estuda a influência da imunidade passiva na vacinação de frango contra a doença de Gumboro

A Doença de Gumboro, também conhecida como Doença Infecciosa da Bursa (DIB), é uma enfermidade viral aguda que afeta principalmente aves entre 3 e 6 semanas de idade. Identificada pela primeira vez em 1957, no estado de Delaware (EUA), a doença provoca severos danos ao sistema imunológico das aves, resultando em imunossupressão, perdas econômicas e redução no desempenho zootécnico dos lotes.

Os sinais clínicos típicos incluem abatimento, penas eriçadas, diarreia aquosa e elevada morbidade. A mortalidade média gira entre 5% e 6%, podendo chegar a 30% em surtos mais graves. Há ainda a forma subclínica, que atinge pintos com menos de duas semanas de idade. Nesses casos, as aves não aparentam estar doentes, mas tornam-se altamente suscetíveis a outras enfermidades devido à destruição da bolsa de Fabricius — órgão essencial para a resposta imunológica.

Estudos conduzidos pelo Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves da Embrapa (CNPSA), em Concórdia (SC), demonstraram que a eficácia da vacinação nos primeiros dias de vida depende diretamente da presença de anticorpos maternos. Pintinhos oriundos de matrizes vacinadas (com imunidade passiva) podem inibir a resposta à vacina, exigindo estratégias adaptadas de imunização.

No experimento, aves com e sem anticorpos maternos foram divididas em grupos e vacinadas via ocular. Os resultados mostraram que a imunidade passiva interfere na formação da imunidade ativa, o que reforça a necessidade de protocolos vacinais ajustados à realidade imunológica do lote.

Na forma aguda, a bolsa de Fabricius apresenta-se edemaciada, com coloração amarelada ou hemorrágica. Já na forma crônica, há atrofia e fibrose do órgão. Como as aves adultas não possuem mais a bolsa funcional, são resistentes à infecção.

A prevenção da Doença de Gumboro deve se basear em um bom programa vacinal, aliado a rigorosas práticas de biosseguridade e controle sanitário. A correta vacinação das matrizes é fundamental para garantir a proteção dos pintos nas primeiras semanas de vida.

Uma vez introduzido em uma granja, o vírus tende a persistir no ambiente e afetar outros lotes, mesmo com vacinação. Por isso, o controle da Doença de Gumboro é um desafio constante para a avicultura industrial, exigindo vigilância permanente, estratégias de vacinação eficazes e diagnóstico precoce.