Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,39 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,13 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,49 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,87 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,58 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,89 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 165,50 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,67 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.165,62 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,13 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 162,79 / cx

Internacional

Micotoxinas mantêm pressão elevada sobre a produção animal global em 2025

A contaminação por micotoxinas é um desafio crescente para a produção animal em 2025. Descubra os dados do estudo mundial

Micotoxinas mantêm pressão elevada sobre a produção animal global em 2025

O Estudo Mundial de Micotoxinas 2025, divulgado pela DSM-Firmenich, confirma que a contaminação por micotoxinas segue como um dos principais desafios sanitários da cadeia global de rações e proteína animal. A análise, baseada em amostras coletadas entre janeiro e dezembro, evidencia níveis persistentemente altos de co-contaminação, fortes diferenças regionais e riscos específicos por commodity, reforçando que o problema deixou de ser episódico e passou a ter caráter estrutural.

Co-contaminação elevada se consolida como padrão

O levantamento mostra que a presença simultânea de múltiplas micotoxinas por amostra tornou-se a norma em praticamente todas as regiões avaliadas. Na América Central, o risco total atingiu 83%, impulsionado pela alta prevalência de zearalenona, fumonisinas e β-tricotecenos. China e Taiwan apresentaram um dos cenários mais críticos, com risco total de 95%, enquanto a Europa Oriental registrou um índice mais baixo, de 41%, embora ainda com incidência relevante de toxinas do complexo Fusarium.

Fusarium segue dominante e amplia desafios no campo

Os dados reforçam o protagonismo global das micotoxinas produzidas por fungos do gênero Fusarium. Regiões como o Leste Asiático e a África Subsaariana apresentaram prevalências extremamente elevadas de fumonisinas, próximas de 100%, associadas também a altos níveis de β-tricotecenos e zearalenona. O cenário evidencia fragilidades persistentes no manejo agronômico, no armazenamento e na adaptação às condições climáticas cada vez mais favoráveis à proliferação fúngica.

Milho e silagem concentram os maiores riscos

O milho permaneceu como a commodity de maior risco em 2025. Na América do Norte, a ampla maioria das amostras apresentou contaminação por fumonisinas, além de presença significativa de DON e zearalenona. Na Ásia, a exposição foi ainda mais severa, com elevada incidência simultânea de aflatoxinas, fumonisinas e zearalenona. A silagem de milho apresentou perfil semelhante, com altas prevalências de DON e β-tricotecenos, elevando o risco sanitário para sistemas intensivos de produção.

Ração final confirma contaminação residual

A análise das rações acabadas confirmou que a contaminação dos ingredientes se transfere ao produto final. Em várias regiões, observou-se alta prevalência de fumonisinas, zearalenona e β-tricotecenos, indicando que a simples formulação não elimina o risco. Métodos analíticos avançados identificaram múltiplos metabólitos por amostra, evidenciando que a exposição vai além das micotoxinas tradicionalmente regulamentadas.

Micotoxinas ganham centralidade no debate sanitário

Ao comentar os resultados, o professor Chris Elliott alertou que as micotoxinas representam uma ameaça silenciosa e crescente à segurança alimentar global, agravada pelas mudanças climáticas e ainda subestimada pelas estruturas regulatórias. Segundo ele, a abordagem focada em uma única toxina já não é suficiente, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e estratégias integradas de mitigação ao longo de toda a cadeia produtiva.

Referência: Poultry World