Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,49 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,85 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,69 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,70 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,96 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,02 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,56 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.069,92 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,87 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Política Internacional

Adiamento do acordo Mercosul-UE frustra expectativa para 2025 e liga alerta no agro brasileiro

Entenda como o adiamento do acordo Mercosul-UE para 2026 frustra expectativas e impacta a agricultura no Brasil

Adiamento do acordo Mercosul-UE frustra expectativa para 2025 e liga alerta no agro brasileiro

A assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, prevista para ocorrer na cúpula de Foz do Iguaçu, foi adiada para o início de 2026. A decisão decorre da falta de consenso entre os países europeus, com a Itália solicitando mais tempo para análise e a França mantendo forte oposição, apoiada por protestos de agricultores.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cancelou sua viagem ao Brasil, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, projetou a finalização apenas para o próximo ano, visando construir uma “maioria qualificada” no bloco.

O adiamento gerou apreensão na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da entidade, alerta que o cenário é “nebuloso” e teme que o atraso abra espaço para desequilíbrios no texto original de 2019.

A preocupação central é a imposição de medidas unilaterais, como a Lei Antidesmatamento (EUDR) e novas cláusulas de salvaguarda, que poderiam barrar produtos brasileiros (carnes e açúcar) sob a justificativa de reciprocidade ambiental, sem que isso esteja explícito no acordo comercial.

Enquanto o governo brasileiro tenta manter o diálogo — com o ministro Fernando Haddad reforçando o peso geopolítico do tratado e o ministro Carlos Fávaro disposto a negociar salvaguardas —, a divisão na Europa se aprofunda.

De um lado, a Alemanha e a indústria automobilística pressionam pela abertura de mercado; do outro, França, Itália e Polônia bloqueiam o avanço para proteger seus produtores rurais. Para a CNA, o pior cenário seria a reabertura completa do texto, o que poderia inviabilizar os ganhos de acesso ao mercado europeu.

Referência: Agro Estadão