Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,69 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,19 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,54 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,32 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,54 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,32 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,24 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,25 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,43 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,86 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 121,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,37 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,63 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,08 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Produção

Produção de camarão em Alagoas cresce quase 10% em 2025, mas Estado segue entre os menores do Nordeste

Em 2025, a produção de camarão em Alagoas aumentou, mas o Estado ainda é um dos menores do Nordeste na carcinicultura

Produção de camarão em Alagoas cresce quase 10% em 2025, mas Estado segue entre os menores do Nordeste

A carcinicultura em Alagoas encerrou 2025 com avanço na produção, alcançando 2,1 mil toneladas de camarão, segundo estimativa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste. O volume representa crescimento de 9,9% em relação a 2024, quando a produção somou 1,9 mil tonelada, consolidando uma trajetória de expansão observada nos últimos anos.

Evolução da produção alagoana

De acordo com o levantamento, entre 2020 e 2024 a produção de camarão no Estado saltou de 1,2 mil para 1,9 mil toneladas, acumulando crescimento de 60,6%. Apesar do desempenho positivo, Alagoas permanece como o segundo menor produtor de camarão do Nordeste, à frente apenas do Maranhão, cuja produção estimada para 2025 é de 326 toneladas.

Nordeste amplia produção e concentração regional

Em nível regional, o Banco do Nordeste estima que a produção de camarão no Nordeste tenha alcançado 171,6 mil toneladas em 2025, volume 17,1% superior ao registrado no ano anterior. O Ceará mantém a liderança absoluta do ranking, com 107,2 mil toneladas, o equivalente a 57% de toda a produção nordestina.

Na sequência aparecem o Rio Grande do Norte, com 34 mil toneladas (21,5% do total), a Paraíba, com 9,8 mil toneladas, e Pernambuco, com 7,8 mil toneladas, reforçando a concentração da atividade em poucos Estados.

Valor econômico e participação de Alagoas

Em termos financeiros, a produção de camarão em Alagoas movimentou R$ 64,5 milhões em 2025, o que corresponde a 1,93% do valor total gerado no Nordeste, estimado em R$ 3,3 bilhões. O Ceará respondeu por R$ 2,04 bilhões, ou 61,1% do montante regional, seguido pelo Rio Grande do Norte, com R$ 687 milhões, Paraíba, com R$ 193,2 milhões, e Pernambuco, com R$ 155,9 milhões.

Mercado interno como principal destino

Segundo o Etene, a produção brasileira de camarão continua fortemente direcionada ao mercado interno. O varejo tem ampliado sua participação nos últimos anos, impulsionado por maiores margens de comercialização e pela oferta de produtos com maior diversidade ao consumidor.

Ainda assim, o estudo aponta amplo espaço para expansão do consumo doméstico, uma vez que o consumo per capita de camarão no Brasil permanece abaixo de 0,7 quilo por habitante ao ano.

Cadeia de comercialização e destinos

O levantamento destaca que a maior parte dos carcinicultores comercializa sua produção por meio de intermediários, responsáveis pela coleta do camarão resfriado in natura nas fazendas e pela distribuição a centros de processamento, redes varejistas e estabelecimentos de consumo direto, como bares e restaurantes.

Entre os principais destinos estão Recife (PE), Salvador (BA), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Itajaí (SC). O estudo também aponta iniciativas regionais, como a inclusão do camarão na merenda escolar em municípios da Paraíba e de Sergipe.

Certificação e agregação de valor

Para o Banco do Nordeste, a certificação surge como estratégia relevante para agregar valor à produção de camarão no Nordeste, especialmente com foco no mercado externo, onde cresce a exigência por rastreabilidade e práticas produtivas sustentáveis.

O estudo cita como referência a Denominação de Origem Camarão da Costa Negra, concedida em 2011 à Associação dos Carcinicultores da Costa Negra (ACCN), no Ceará, para o camarão marinho cultivado da espécie Penaeus vannamei produzido no Baixo Acaraú. A certificação está associada às características do solo local, que conferem atributos específicos de sabor e textura ao produto.

Exportações e desafios internacionais

O Brasil permanece praticamente fora do mercado internacional de camarão. Em 2024, menos de 1% da produção nacional, considerando pesca e aquicultura, foi destinada à exportação, com a maior parte absorvida pelo mercado interno.

O setor tem buscado reabrir mercados externos, especialmente o da União Europeia, onde as exportações de pescados brasileiros estão suspensas desde 2018. A interrupção ocorreu após auditorias que identificaram não conformidades em embarcações de pesca, afetando não apenas a pesca extrativa, mas também os produtos oriundos da aquicultura, como o camarão.