Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Ampliação

Setor de energia eólica do Rio Grande do Sul deve entregar 34 obras em 2022

Finalização dos novos empreendimentos é um passo importante para aumentar a capacidade de o Estado escoar energia gerada pelos ventos

Setor de energia eólica do Rio Grande do Sul deve entregar 34 obras em 2022

Marcado por entraves nos últimos anos, o setor de energia eólica no Rio Grande do Sul acelera o ritmo para ampliação da estrutura. Para 2022, a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) projeta a entrega de 34 obras — 14 subestações e 20 linhas de transmissão dentro de dois dos três leilões com canteiros de obras em atividade. Esse montante é quase cinco vezes maior do que as entregas do ano passado. A finalização dos novos empreendimentos é um passo importante para aumentar a capacidade de o Estado escoar energia gerada pelos ventos. 

A Sema também estima que, até março de 2023, todos os empreendimentos do leilão 4/2018 da Aneel, que conta com a intervenção mais robusta, serão finalizados. Esse leilão prevê 25 novas linhas de transmissão, que totalizam 2.920 quilômetros,  10 novas subestações e a ampliação de 13 existentes, além de investimento total de R$ 4,8 bilhões. Todo esse complexo vai agregar 4,9 mil megavolt-ampere (MVA) ao sistema elétrico existente no Estado, abrindo portas para aumentar a potência instalada de energia eólica, que hoje conta com 1,8 mil MW atraindo mais empreendimentos no setor.

Com aumento da capacidade da malha de transmissão, será possível fazer a conexão de vários novos projetos de geração de energia, ampliando dessa forma, a potência instalada no Estado. O Rio Grande do Sul reúne condições para tornar-se exportador de energia elétrica, quer seja pelo potencial de novos projetos, quer seja pelo crescimento da capacidade da sua malha de transmissão — afirma o diretor do Departamento de Energia da Sema, Eberson Silveira. 

O presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Guilherme Sari, destaca que a ampliação do sistema vai atender a uma série de projetos que estão engatilhados no Estado. Desde 2017, a potência instalada de energia eólica no Estado está estacionada em 1,8 mil MW. Sari estima o dobro dessa capacidade nos próximos anos com essa primeira etapa de desafogo do sistema. 

— No nosso entendimento, nessa primeira fase, podemos dobrar esse potencial instalado hoje. Um incremento de aproximadamente 3,5 mil megawatts — destaca o presidente do Sindienergia-RS.
Como a instalação de novos empreendimentos depende de obras e de outros trâmites, Sari projeta que esse salto na potência instalada deverá ser efetivado até 2026. 

— Então, a gente deve ter geração nova aqui no Estado no final de 2024, início de 2025 e em 2026 — pontua Sari. 
Somando os três leilões (4/2018, 2/2019 e 1/2020), serão entregues 52 obras, com investimento de 6,5 bilhões, até 2025. O número de obras de transmissão em execução no Estado, levando em conta os três leilões, equivale à soma de todas as obras de transmissão contempladas pela Aneel no Estado entre 1999 e 2017, segundo a Sema.

— Além de possibilitar a conexão, também vai dar a possibilidade de atender melhor as regiões todas do Estado, a população. As obras melhoram a capacidade de escoamento da energia — afirma o diretor do Departamento de Energia da Sema. 

A ampliação do sistema de energia eólica no RS ocorre em paralelo às movimentações do segmento. Além de projetos com licença ambiental ou em processo para obter essa autorização, o Estado também planeja outros tipos de empreendimento. Em 3 de janeiro, o governo estadual abriu a consulta pública sobre a concessão da Lagoa dos Patos para instalação de parques eólicos. A população pode enviar sugestões até 21 de janeiro. Nessa data, será realizada uma audiência pública sobre o tema. 

Hoje, o Rio Grande do Sul é o quinto Estado brasileiro com maior potência eólica instalada. Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Piauí, no Nordeste, lideram no país.