
De acordo um comunicado divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical) divulgou nesta segunda-feira (10) a atualização de trecho de um estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicado em 2021, que relaciona, entre outros pontos, possíveis prejuízos pela ocorrência de um eventual surto de Influenza Aviária em território nacional.
Conforme informado pela ANFFA Sindical, o estudo original, que contempla diversos outros setores do agronegócio está disponível neste link: https://anffasindical.org.br/images/comunicacao/Cartilhas/Anffa_Sindical_relatorio_FGV-compactado.pdf
Sobre o estudo e sua atualização divulgada na imprensa pelo ANFFA Sindical, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pondera que:
– De acordo com a metodologia apresentada em 2021 (vide anexo metodológico na página 122), o estudo faz uma “adaptação do modelo em Horst et al. (1999)”, que, conforme está descrito no arquivo, é utilizado para Febre Aftosa e Peste Suína Clássica e que utiliza cinco regiões da Europa como referência, “determinando a probabilidade de um surto da doença, em um período de cinco anos baseado em eventos passados obtidos no site da OIE (Atual OMSA – Organização Mundial de Saúde Animal”;
– Neste sentido, respeitando a qualidade do estudo, é preciso ressaltar que as suas premissas são diversas da realidade da avicultura brasileira, seja pelo marco temporal, pelo perfil produtivo ou pelos níveis de biosseguridade e efetividade de ações de monitoramento e controle aplicados no Brasil, que é um dos mais elevados do mundo. Enquanto as regiões mencionadas enfrentam ciclicamente surtos de Influenza Aviária, o Brasil segue livre da enfermidade em seu plantel comercial;
– Embora as matrizes que definiram os valores não tenham se tornado públicas no estudo publicado, cabe destacar que surpreende o valor final divulgado. Não se pode negar a possibilidade de ocorrência de prejuízos, porém, mesmo em uma condição extrema de impactos, a situação apresentada parece apontar para uma crise por um período muito mais longo do que a realidade apresentada nos países que já enfrentaram ou enfrentam registros da enfermidade há um certo tempo. Por tais motivos, a ABPA entende que o valor dos prejuízos divulgados pode ter sido superestimado.
– Compreendemos e reconhecemos a importância de registrar o impacto positivo do trabalho realizado pelos auditores fiscais federais agropecuários no monitoramento da enfermidade em aves silvestres, bem como na intensificação dos controles, campanhas e uma série de medidas adotadas pelo Governo Brasileiro, por meios do serviço público, para a preservação do status sanitário nacional. Ao mesmo tempo, é preciso cautela em dispor dados que partem de estimativas pautadas por premissas que destoam da realidade brasileira, e que podem gerar especulações equivocadas e insegurança dos diversos entes que tornam a cadeia produtiva economicamente sustentável.











