Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,14 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,93 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,47 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,08 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,60 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 131,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 115,07 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Bovinos

Boi em alta

Para JBS, a concentração concentração do setor de frigoríficos de carne bovina não prejudica o produtor e fortalece preço do boi.

O presidente da JBS, Joesley Batista, disse, na sexta-feira, que a concentração do setor de frigoríficos de carne bovina no Brasil não prejudica o produtor de gado. Pelo contrário. A uma plateia de estudantes, representantes do agronegócio e consultores, em seminário do Pensa, na Universidade de São Paulo (USP), Batista afirmou que a concentração permite que as empresas do setor cresçam, o que vai “beneficiar o produtor”.

De acordo com o presidente da JBS, “quanto mais o setor se concentrou no Brasil, mais o preço do boi subiu”. Ele disse que há alguns anos, a arroba do boi gordo estava na casa dos US$ 20 no Brasil. Atualmente, já supera os US$ 50.

Essa mudança de patamar é, segundo ele, um reflexo da internacionalização e da concentração no setor de frigoríficos. “Antes, quando havia um monte de pequenos [frigoríficos] se debatendo, só se vendia barato ao exterior. Isso mudou”. No novo cenário, disse, é possível vender carne com preços mais altos ao exterior e, assim, pagar mais pelo boi ao pecuarista.

Após a aquisição de várias empresas no exterior, a JBS detém hoje 30% do comércio internacional de carne bovina e 50% das exportações brasileiras do segmento, segundo Batista.

Conforme o empresário, “a internacionalização mais do que dobrou o preço do boi”. Em sua opinião, “não é só o câmbio” que explica a elevação dos preços da arroba em dólar. “O câmbio é só um dos fatores”, argumentou.

Rui Prado, presidente da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), que esteve no seminário, afirmou que a concentração preocupa os criadores do Estado, onde apenas duas empresas – JBS e Marfrig – têm 60% do abate.

Outra questão do encontro, em que Joesley Batista falou sobre a gestão da JBS, foi o desafio de digerir todas as aquisições feitas pela companhia e implantar a cultura da empresa nesses locais. O caso da Inalca JBS, na qual a brasileira vive uma disputa judicial com o sócio, foi mencionado. “Na Itália, temos que ter pessoas tão competentes quanto eu ou mais”, disse. A JBS entrou na Câmara de Comércio Internacional de Paris contra o grupo Cremonini, pedindo a arbitragem sobre questões de governança. Batista não comentou o processo.