Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,87 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,05 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,38 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,37 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,84 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Insumos

Pressão se confirma e commodities recuam

Aversão dos investidores a ativos de risco e incertezas sobre a demanda tiram suporte dos preços.

Pressão se confirma e commodities recuam

A esperada pressão dos tremores irradiados dos Estados Unidos e da Europa sobre as cotações das commodities se confirmou e os principais produtos agrícolas negociados nas bolsas de Chicago e Nova York registraram forte queda ontem. Foi o primeiro dia de negociações após o rebaixamento da nota dos papéis da dívida americana pela agência de avaliação de risco Standard & Poor’s.

A fuga dos investidores de ativos considerados de risco e as incertezas em relação ao futuro da demanda global explicam os tombos agrícolas – que em geral foram de 2% a mais de 5%. Durante o dia, o índice Reuters-Jefferies CRB, formado por 19 matérias-primas, inclusive não-agrícolas – o petróleo entre elas -, desceu ao menor nível desde dezembro.

Especificamente no caso dos grãos, transacionados em Chicago e com maior liquidez entre as agrícolas, as previsões de clima favorável às lavouras dos EUA também não ajudaram a conter a sangria, o que reduz os temores inflacionários globais mas prejudica países exportadores de alimentos como os próprios EUA e o Brasil.

Entre os contratos de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) dos principais grãos, os que mais caíram ontem em Chicago foram os do trigo, que também refletem a volta da Rússia ao mercado exportador após a severa estiagem que derrubou a produção do país em meados do ano passado. Os papéis do cereal para dezembro fecharam a US$ 6,9475 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos), em baixa de 28,25 centavos (3,91%).

No caso do milho, a segunda posição (dezembro) recuou 17 centavos de dólar (2,42%), para US$ 6,86 por bushel (25,2 quilos), enquanto no da soja a desvalorização dos contratos para setembro foi de 23,50 centavos (1,77%), para US$ 13,0450 por bushel (27,2 quilos).

Dos três produtos, o único que continua a apresentar valorizações acumuladas em 2011 e nos últimos 12 meses é o milho – 7,78% e 63,33%, respectivamente. A soja ainda ganha no ano-móvel, mas registra perdas desde janeiro, enquanto o trigo já cai em ambas as comparações.

Do ponto de vista da demanda, os analistas ainda tentam medir os efeitos das crises no mundo desenvolvido sobre o emergente; do lado da oferta, as atenções já se voltam para possíveis novos problemas provocados pelo fenômeno La Niña a partir do fim do ano.