
Dando continuidade a crescente melhora, a bolsa de suínos de Minas Gerais, em mais uma semana, mostrou reação. Na praça mineira, depois de muita discussão, ficou acordada entre as partes, frigorífico e suinocultores, o valor de R$ 4,60 Kg/vivo. Já em São Paulo, ficou acordado a manutenção dos preços entre R$ 80,00 a R$ 82,00/@, respectivamente R$ 4,27 a R$ 4,37/Kg vivo.
Minas Gerais

Em Minas Gerais, as tratativas foram intensas mesmo havendo concordância entre suinocultura e frigoríficos de que se trata de uma semana com números positivos à comercialização dos animais, “no entanto, frigoríficos reclamaram que o repasse de cortes como pernil e lombo para o varejo vem sendo bastante complicado”, apontou a Associação dos Suinocultores do Estado de MG (ASEMG).
Segundo a associação, os frigoríficos discordaram e ofereceram a manutenção da Bolsa em R$ 4,40. Após algum tempo de discussão a Bolsa ficou acordada entre as partes em R$ 4,60/kg do animal vivo até 20/06 quando haverá nova reunião. “Podemos dizer que foi uma negociação difícil e daí podemos fazer uma analogia onde o suinocultor saiu da CTI (centro unidade intensiva) para a unidade intermediária”, explica o presidente da ASEMG Antonio Ferraz. “Houve uma melhora na praça, o milho recuou, mas ainda não trabalhamos no positivo”, afirma. O custo atual para o produtor mineiro está em R$ 4,80.
São Paulo

A Bolsa de Comercialização de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters”, em sua reunião semanal, definiu manutenção nos preços entre R$ 80,00 a R$ 82,00/@, respectivamente R$ 4,27 a R$ 4,37/Kg vivo condições bolsa (posto frigorífico com 21 dias no prazo de pagamento).
No mercado físico observam-se ainda negócios na faixa de R$ 78,00/@ = R$ 4,16/Kg vivo no mercado paulista. Com os valores praticados atualmente, o quilo do suíno representa U$ 1,22/Kg, há um ano representava U$ 1,20/Kg. Comparando com o salário mínimo hoje um SM compra 211,54/Kg de suíno vivo, há um ano comprava 211,26/Kg.
A Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS) reforça que observando os comparativos acima, nota-se uma estabilidade numérica muito grande. “O que realmente está fazendo a diferença é o custo de produção. Hoje segundo dados da APCS/CSP, o custo por arroba em São Paulo atinge a cifra de R$ 87,00/@, há um ano era de R$ 55,00/@, uma evolução de 58,18%, enquanto o preço de venda evoluiu apenas 11,43% nominalmente. O prejuízo é enorme!”.
O presidente da entidade, Ferreira Júnior, aponta sua preocupação na capacidade dos produtores manterem esta situação por mais alguns meses. “O setor está entrando em colapso. Não existe outra fórmula. É necessário reduzir a produção de proteína animal e diminuir drasticamente o consumo de milho e farelo de soja. Só assim, iremos escapar desta especulação doentia e danosa ao segmento de suínos e aves”, enfatiza Ferreira.











