
A DB completa 40 anos de uma trajetória marcada pelo desenvolvimento agrícola na região do cerrado, transformando a realidade local com o uso de tecnologias que trouxeram alta produtividade no campo.
Pouco se fala sobre a história de homens que com coragem, trabalho e fé conquistaram seu espaço e hoje são referências no agronegócio brasileiro. Entre essas pessoas, merece destaque a história de Décio Bruxel, fundador da DB Genética Suína. Completando 40 anos de negócios, o empresário conta sua trajetória para a primeira edição de 2016 da Revista Suinocultura Industrial.
Na primeira vez em que pisou no município mineiro de Patos de Minas, Décio Bruxel trazia consigo apenas o sonho de uma nova vida. Chegava ali depois de percorridos mais de 1.600 km em um antigo Corcel pertencente à Plantec, escritório de planejamento agrícola em que trabalhava em Não-me-toque, no Rio Grande do Sul. Viajou com o amigo Paulo Madar Piva, atraídos pelos incentivos do Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (Polocentro), criado pelo governo federal em 1975 para fomentar o desenvolvimento agropecuário no Centro-Oeste e no oeste de Minas Gerais. Foram os primeiros a chegar ao cerrado mineiro, precisamente no dia 19 de fevereiro de 1976. Pouco tempo depois, outras famílias gaúchas também viriam para essa nova área de expansão da fronteira agrícola.
Quando retornou novamente a Minas Gerais, o fez em definitivo, acompanhado dos dois únicos patrimônios à época: um Fusca e um teodolito. Com o teodolito, mediu os 400 hectares de terra adquiridos dentro do Polocentro, localizados no município vizinho de Presidente Olegário, na chamada Fazenda do Bom Retiro, Chapadão do São Pedro da Ponte Firme. “Lugar onde um antigo gerente do Brasil havia anotado em um de seus livros de registros: exemplo de terras que não prestam para nada”, relembra Décio Bruxel. O prognóstico estava errado. Não só o Bom Retiro, mas todas as áreas do cerrado mineiro se mostraram de alta produtividade nas mais diversas culturas. “Nunca havíamos tido um pedaço de terra para trabalhar; esse foi o primeiro e não podíamos perder essa oportunidade”, conta Décio.











