Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,78 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,86 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,54 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,97 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,18 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,46 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,25 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Camarão

Camarão de água doce ganha espaço no Espírito Santo e revela nova face da aquicultura capixaba

Saiba mais sobre a produção do camarão-gigante-da-Malásia e seu impacto na aquicultura do Espírito Santo em 2024

Camarão de água doce ganha espaço no Espírito Santo e revela nova face da aquicultura capixaba

Quando se fala em aquicultura no Espírito Santo, a imagem mais recorrente ainda está associada à criação de peixes em tanques ou barragens. No entanto, o cenário produtivo do Estado abriga uma atividade pouco conhecida, mas estratégica: o cultivo do camarão-gigante-da-Malásia, uma das maiores espécies de camarão de água doce do mundo, criada em viveiros afastados do litoral e bem adaptada ao ambiente rural.

Em 2024, a produção capixaba do camarão-gigante-da-Malásia totalizou 11,35 toneladas, concentradas em poucos municípios, o que evidencia um arranjo produtivo ainda restrito, porém com potencial de diversificação e crescimento dentro da aquicultura estadual. O município de Governador Lindenberg liderou com ampla vantagem, respondendo por 7,5 toneladas, o equivalente a 66,1% do volume produzido no Estado. Em seguida aparece Ibiraçu, com 2,95 toneladas (26,0%), consolidando-se como o segundo principal polo produtor. Alfredo Chaves e Marilândia completam o mapa produtivo, com 500 quilos (4,4%) e 400 quilos (3,5%), respectivamente.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, a atividade representa uma alternativa relevante para o fortalecimento da aquicultura no meio rural capixaba. Segundo ele, o cultivo do camarão-gigante-da-Malásia contribui para a diversificação da renda dos produtores, otimiza o uso da água doce e amplia as oportunidades econômicas no interior, especialmente para pequenos e médios empreendimentos rurais.

O camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii) se destaca tanto pelo porte quanto pelas características produtivas. A espécie pode ultrapassar 30 centímetros de comprimento e apresenta bom rendimento de carne, atributo que agrega valor gastronômico e desperta interesse de mercados especializados e do consumo regional. Diferentemente dos camarões marinhos, a fase de engorda ocorre em água doce, embora o desenvolvimento larval dependa de água salobra.

Outro diferencial está na boa adaptação aos sistemas de viveiros escavados, o que facilita a integração da atividade a propriedades rurais já estruturadas e amplia as possibilidades de geração de renda no campo. O crescimento relativamente rápido e a aceitação culinária reforçam o potencial do cultivo como alternativa produtiva dentro da aquicultura capixaba.

Apesar das oportunidades, o manejo exige atenção técnica. De acordo com a engenheira de pesca da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Naessa Martins, o acompanhamento contínuo é fundamental em todas as etapas do processo produtivo, desde a implantação do sistema até a despesca. A qualificação dos produtores é apontada como fator decisivo para a adoção de boas práticas de manejo, redução de perdas, melhoria do desempenho produtivo e adequada manipulação do produto no pós-despesca.

Ainda restrita a poucos municípios, a produção do camarão-gigante-da-Malásia mostra que a aquicultura no Espírito Santo vai além do convencional. Longe do mar, em áreas rurais do Estado, a criação desse crustáceo desponta como símbolo de inovação produtiva, diversificação econômica e novas oportunidades para o desenvolvimento do campo capixaba.