
O desempenho positivo se estendeu à suinocultura. As exportações brasileiras de carne suína, incluindo produtos in natura e processados, somaram 116,3 mil toneladas em janeiro, volume recorde para o período e 9,7% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, quando foram embarcadas 106 mil toneladas.
A receita das exportações atingiu US$ 270,2 milhões, crescimento de 13,6% em relação a janeiro do ano passado, quando o faturamento foi de US$ 238 milhões. O resultado também configura o maior já registrado para o mês, refletindo a ampliação do mix de destinos e a maior presença em mercados considerados estratégicos.
As Filipinas se consolidaram como o principal destino da carne suína brasileira, com importações de 37,4 mil toneladas, expressiva alta de 91%. Na sequência aparecem Japão, com 12,9 mil toneladas e crescimento de 58%; Hong Kong, com 8,8 mil toneladas; China, com 8,3 mil toneladas e forte retração; Chile, com 7,7 mil toneladas; e Singapura, com 5,5 mil toneladas. México e Costa do Marfim também se destacaram, especialmente o mercado mexicano, que registrou aumento de 133% nas compras.
No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança, com 56,5 mil toneladas embarcadas, apesar de leve retração de 2,3%. O Rio Grande do Sul apresentou crescimento expressivo, com 29 mil toneladas e alta de 34,4%, seguido pelo Paraná, com 17 mil toneladas, Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas, e Minas Gerais, com 3 mil toneladas.
Segundo Ricardo Santin, o desempenho reflete a continuidade do movimento observado ao longo de 2025, marcado pela descentralização das exportações, com menor dependência do mercado chinês e maior direcionamento para países como Filipinas e Japão, considerados destinos de alto valor agregado. Para o dirigente, o saldo recorde de janeiro reforça a expectativa de um fluxo positivo para as exportações brasileiras de carne suína ao longo de 2026, em um contexto de fortalecimento da competitividade do setor no mercado internacional.










