
A febre aftosa voltou a ser registrada na Coreia do Sul no fim de janeiro, interrompendo um período de nove meses sem notificações da doença no país. O foco foi identificado no dia 30 de janeiro em uma fazenda de gado localizada em Incheon, uma das principais regiões metropolitanas sul-coreanas.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), antiga OIE, a propriedade abrigava 246 cabeças de gado, das quais 87 foram infectadas pelo vírus. Como medida sanitária, todos os animais da fazenda foram abatidos para evitar a disseminação da enfermidade.
O caso ocorreu especificamente no condado de Ganghwa, área estratégica por estar situada próxima à fronteira com a Coreia do Norte. Diante da confirmação, as autoridades sul-coreanas mobilizaram equipes especializadas em quarentena e epidemiologia para atuar na contenção do surto. Também foi determinada a paralisação temporária, por 48 horas, da circulação de trabalhadores e veículos ligados à atividade pecuária em Incheon e na província vizinha de Gyeonggi. Fazendas e animais das áreas adjacentes passaram por testes sanitários.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, caprinos e ovinos. Embora o vírus reapareça periodicamente na Coreia do Sul, os surtos costumam ser controlados rapidamente por meio de restrições de trânsito, abate sanitário e reforço das medidas de biosseguridade. Ainda assim, episódios mais graves já impactaram fortemente o setor, como nos anos de 2010 e 2011, quando houve abates em larga escala na bovinocultura e na suinocultura, com reflexos significativos na produção.
O último registro de febre aftosa no país havia ocorrido em abril de 2025. Na ocasião, mais de 2.100 bovinos e cerca de 14 mil suínos foram afetados, reforçando a atenção permanente das autoridades sanitárias sul-coreanas em relação à doença.
Referência: Pig Progress










