Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,44 / kg
Soja - Indicador PRR$ 118,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,34 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,72 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,30 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,41 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,96 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,02 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,58 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,87 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 156,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 163,95 / cx

Análise do clima

Quarto ciclone extratropical de 2026 deve provocar chuvas acima da média em diversas regiões do Brasil

Chuva intensa à vista: o quarto ciclone extratropical de 2026 promete afetar o Brasil com precipitações acima da média

Quarto ciclone extratropical de 2026 deve provocar chuvas acima da média em diversas regiões do Brasil

Um novo ciclone extratropical começa a se formar a partir desta quarta-feira (4/2) ao longo da costa das regiões Sul e Sudeste do Brasil, marcando a quarta ocorrência desse tipo de sistema atmosférico em 2026. O fenômeno deve provocar impactos significativos em ao menos quatro regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste.

De acordo com as projeções meteorológicas, o Mato Grosso do Sul tende a ser o estado mais afetado, com volumes de chuva que podem chegar a até 90 milímetros acima da média histórica para o período. Nas regiões Sul e Sudeste, os acumulados devem alcançar cerca de 60 milímetros acima do esperado, enquanto no Nordeste os desvios positivos podem atingir 30 milímetros.

A formação de mais um ciclone extratropical já na primeira semana de fevereiro chama a atenção dos especialistas, especialmente por ocorrer após três episódios semelhantes registrados em janeiro. Tradicionalmente, esses sistemas de baixa pressão, associados a mudanças bruscas no tempo, como ventos intensos e chuvas volumosas, são mais comuns durante o outono e o inverno no Brasil.

Segundo Guilherme Borges, meteorologista da FieldPRO, a maior frequência dos ciclones extratropicais nas estações frias está relacionada ao aumento do gradiente térmico entre os trópicos e as regiões polares. Essa diferença de temperatura intensifica o jato subtropical, favorecendo a formação e o avanço de frentes frias associadas a esses sistemas. Ainda assim, o especialista ressalta que, apesar de menos comuns, os ciclones também podem ocorrer em outras épocas do ano.

Celso Luis de Oliveira Filho, meteorologista da Tempo OK, acrescenta que a recorrência de alertas durante o verão não é inédita, embora chame a atenção. Segundo ele, no outono e no inverno os ciclones costumam ser mais intensos e se formar mais próximos da costa, o que aumenta o potencial para vendavais e forte agitação marítima.

Em 2026, a atuação mais próxima do litoral brasileiro está relacionada a perturbações atmosféricas, como ondas vindas da Antártica, que posicionam esses sistemas em áreas com maior instabilidade. Em análise realizada no início de fevereiro, havia cerca de 65 ciclones ativos no mundo, a maioria no Hemisfério Norte, que se encontra no inverno. Ainda assim, a ocorrência desses fenômenos é considerada normal em escala global, inclusive durante o verão no Hemisfério Sul.

No debate sobre a relação entre ciclones extratropicais e a crise climática, não há consenso científico de que o número desses sistemas no verão esteja aumentando de forma contínua devido ao aquecimento global. Especialistas avaliam que a percepção de maior frequência está associada à ampliação da cobertura meteorológica e aos impactos recentes registrados no país, especialmente no Sul. O aquecimento das águas do Oceano Atlântico pode contribuir para episódios pontuais de intensificação, mas a variabilidade atmosférica é considerada natural.

Quanto às próximas semanas, a tendência é de redução na ocorrência desses sistemas. De acordo com os meteorologistas, o ciclone extratropical é um fenômeno de curta duração e, após sua passagem, as frentes frias devem permanecer mais afastadas do território brasileiro, ao menos por alguns dias.