
A suinocultura de Santa Catarina inicia 2026 com expectativas positivas, mesmo diante de um ajuste pontual nos preços pagos ao produtor. A avaliação é da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), que destaca que o recente recuo nas cotações não compromete o cenário projetado para o ano, marcado por fundamentos mais sólidos e perspectiva de recuperação no curto prazo.
De acordo com a entidade, o preço do suíno vivo no sistema de integração registrou uma leve queda, passando de R$ 6,80 para R$ 6,65, movimento considerado pontual e típico das oscilações naturais do mercado. Para a ACCS, a variação reflete ajustes momentâneos de oferta e demanda e não indica mudança estrutural no desempenho da cadeia produtiva.
O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que o setor catarinense segue organizado e preparado para responder rapidamente às variações de mercado. Segundo ele, a suinocultura do estado reúne fatores que sustentam uma visão otimista para 2026, como maior previsibilidade de custos, eficiência produtiva e histórico de competitividade.
“Esse ajuste nos preços é pontual e faz parte do comportamento normal do mercado. A suinocultura catarinense está estruturada, com produtores tecnificados e um sistema de produção que permite rápida reação às oscilações. A expectativa é de retomada em um curto espaço de tempo”, destaca Lorenzi.
A ACCS ressalta ainda que o cenário atual é mais favorável do que em períodos anteriores, especialmente em função do maior equilíbrio entre custos de produção e preços praticados. A entidade observa que a profissionalização da atividade, aliada ao controle sanitário e à gestão eficiente das granjas, fortalece a resiliência do setor mesmo em momentos de ajuste.
Outro ponto considerado estratégico é o papel de Santa Catarina como referência nacional em sanidade animal e organização da cadeia suinícola, fatores que contribuem para manter a confiança do mercado e ampliar oportunidades, tanto no consumo interno quanto nas exportações.
Para a ACCS, o desempenho esperado em 2026 depende da continuidade das boas práticas produtivas e do monitoramento constante do mercado, mas a avaliação predominante é de que o setor entra no novo ano com bases mais consistentes.
“A suinocultura catarinense aprendeu a lidar com ciclos de mercado. Hoje, o produtor está mais preparado, o que permite atravessar ajustes pontuais sem comprometer a sustentabilidade da atividade”, reforça o presidente da ACCS.











