
A reabertura do mercado chinês para o frango do Rio Grande do Sul, celebrada ontem, não foi um acaso diplomático, mas o resultado de uma operação de guerra sanitária. A Secretaria da Agricultura (Seapi) divulgou nesta quinta-feira o balanço do Programa Estadual de Sanidade Avícola de 2025, revelando os números que sustentaram a confiança internacional no estado.
Ao longo do ano passado, os fiscais estaduais realizaram 1.846 vistorias de biosseguridade em granjas comerciais. A eficiência do sistema foi testada no limite durante os episódios de Influenza Aviária (H5N1) detectados em uma granja de reprodução em Montenegro e no Zoológico de Sapucaia do Sul.
Segundo Ananda Kowalski, coordenadora do programa, a “pronta atuação na contingência”, isolando e eliminando o foco rapidamente, foi o fator decisivo elogiado pelas missões internacionais que auditaram o estado.
A robustez do programa também se provou na investigação de denúncias e sintomas clínicos. Ao todo, foram realizados 138 atendimentos presenciais para averiguar casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa.
Desta triagem rigorosa, 51 ocorrências foram classificadas como casos prováveis e submetidas a exames laboratoriais, o que permitiu a detecção precisa e o isolamento cirúrgico dos três episódios positivos registrados no ano. Essa “peneira fina” do sistema de notificação é considerada vital para evitar que um foco isolado se transforme em uma epidemia incontrolável.
Além da reação a emergências, a prevenção foi massiva. A vigilância ativa coletou e analisou 5.655 amostras de aves comerciais e 513 de subsistência em busca de Influenza e Doença de Newcastle.
O resultado: zero detecções fora dos focos controlados, provando que o vírus não circulou na cadeia produtiva. Para 2026, a guarda não baixa: o novo ciclo de vigilância, iniciado em novembro, segue até junho, mantendo a blindagem sanitária que garante o fluxo de exportações recém-recuperado.
Referência: Gov











