
Na sequência dos recentes surtos de Peste Suína Africana (PSA) confirmados em Espanha, a indústria suinícola do Reino Unido foi instada a reforçar imediatamente os seus protocolos de biossegurança. Julian Sparrey, diretor técnico da Livetec Systems, alertou que os casos espanhóis são um reflexo da situação atual da doença na Europa e servem como um aviso sério sobre a necessidade de planos de contingência robustos.
Embora o risco imediato para as explorações britânicas não tenha mudado estatisticamente, a complacência pode ser fatal: a chegada do vírus resultaria na proibição de movimentação de animais por, pelo menos, 40 dias nas zonas afetadas, paralisando o comércio.
Especialistas apontam que a rota de entrada mais provável do vírus no Reino Unido continua a ser através de carne contaminada importada ilegalmente ou não declarada. Sparrey aconselha os produtores a reverem todas as vias de transmissão, desde a higiene de veículos e visitantes até ao contacto direto com javalis e porcos selvagens.
“O contacto nariz com nariz pode criar vias de transmissão difíceis de monitorizar. Medidas como vedações duplas para impedir invasões podem ser justificadas em áreas de maior risco”, explicou.
Além do reforço nas infraestruturas, a ênfase recai sobre a preparação estratégica. A Livetec Systems, juntamente com o AHDB e a Associação Nacional de Suinocultores (NPA), tem liderado workshops para preparar o setor.
O conselho é claro: aproveitar o tempo atual para realizar auditorias externas de biossegurança, pois é difícil identificar vulnerabilidades na própria exploração. Proprietários de raças raras também são aconselhados a garantir instalações de quarentena, o que poderia salvaguardar os seus animais do abate sanitário em cenários epidemiológicos específicos.












