Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,36 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,09 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,08 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,68 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,99 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.172,98 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Internacional

UE tenta prosseguir com apoio da Itália para acordo com Mercosul

Entenda as articulações da Alemanha e da Comissão Europeia para garantir o apoio da Itália no acordo com o Mercosul

UE tenta prosseguir com apoio da Itália para acordo com Mercosul

A Alemanha e a Comissão Europeia intensificaram, nesta semana, uma última rodada de articulações para convencer a Itália a apoiar o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo um importante parlamentar europeu, o avanço do tratado depende de uma decisão rápida e corre o risco de fracassar caso não seja assinado em breve.

Após cerca de 25 anos de negociações, o acordo com o Mercosul — bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — é considerado o maior da União Europeia em termos de redução tarifária. Países como Alemanha, Espanha e nações nórdicas defendem que o tratado pode impulsionar as exportações europeias, hoje pressionadas pelas tarifas dos Estados Unidos, além de reduzir a dependência da China e ampliar o acesso a matérias-primas estratégicas.

Apesar disso, o acordo enfrenta resistência interna. Setores contrários temem que a abertura comercial resulte em aumento da entrada de commodities a preços mais baixos, com impactos sobre a agricultura europeia. A Polônia mantém oposição firme, enquanto a França atua para adiar a votação, o que deslocou o foco das negociações para a Itália.

O presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou à agência Reuters que houve uma reunião decisiva na noite de segunda-feira entre a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo Lange, sem o apoio italiano, o acordo dificilmente avançará. “Se a Itália não estiver de acordo, acabou. Espero que hoje a situação fique mais clara”, declarou.

De acordo com fontes próximas às negociações, Meloni e o presidente francês Emmanuel Macron teriam concordado em trabalhar por um adiamento da votação, o que aumenta a incerteza sobre o cronograma.

A União Europeia e o Mercosul chegaram a um acordo de princípio em dezembro do ano passado. Von der Leyen planeja viajar ao Brasil neste fim de semana para formalizar a assinatura, mas, para isso, é necessária a aprovação do Conselho da UE, que reúne os governos dos países-membros. Para bloquear o tratado, é preciso a oposição de pelo menos quatro países que representem 35% da população do bloco, e diplomatas avaliam como provável que outra nação, como a Hungria, vote contra.

Bernd Lange afirmou acreditar que, caso o acordo não seja assinado ainda neste ano, a oportunidade poderá ser perdida. “Os países do Mercosul estão perdendo a paciência. Se não for possível assinar agora, essa janela se fecha e eles podem voltar sua atenção para parceiros estratégicos que a Europa não considera prioritários”, alertou.

Ainda nesta terça-feira, parlamentares europeus devem votar propostas de reforço às salvaguardas para os agricultores, ponto sensível nas negociações e uma das principais exigências da França para avançar no acordo.