Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,43 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,44 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,14 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,16 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,59 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Economia

Impacto das tarifas de Trump no agronegócio brasileiro

Impacto das tarifas de Trump no agronegócio brasileiro

Mercados globais reagem às tarifas de Trump:

Nesta quinta-feira, os mercados mundiais experimentaram turbulência após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifas recíprocas sobre bens importados. A medida gerou quedas nas bolsas de valores e uma corrida de investidores para ativos considerados seguros, como títulos, ouro e iene.

Reações do mercado e especialistas:

  • Analistas como Lee Hardman (MUFG) expressaram preocupação com o impacto negativo das tarifas na economia dos EUA, prevendo uma possível desaceleração e cortes nas taxas do Federal Reserve.
  • Sandra Ebner (Union Investment) acredita que as tarifas servirão como ponto de partida para negociações, visando a UE e a China, com exclusão de México e Canadá.
  • Nicholas Rees (Monex Europe) alertou para o risco de uma escalada nas barreiras tarifárias globais, caso a China retaliasse significativamente.
  • Jessica Henry (Federated Hermes Limited) destacou a incerteza contínua nos mercados devido a possíveis retaliações da UE e do Reino Unido.
  • Justin Onuekwusi (St James’s Place) elevou o risco de recessão global de 15% para 35%, prevendo uma “espiral de desgraça” tarifária.

Impacto no agronegócio brasileiro:

Embora o Brasil tenha recebido uma das menores tarifas (10%), o setor agrícola brasileiro sentirá os efeitos da política comercial de Trump. Alguns segmentos estão particularmente expostos:

  • Produtos Florestais: Lideram as exportações para os EUA, com US$ 3,73 bilhões em 2024. Celulose é o principal produto, com 3,02 milhões de toneladas exportadas.
  • Café: Os EUA são o principal destino das exportações brasileiras. Em 2024, foram exportadas 471,53 mil toneladas, gerando US$ 2,07 bilhões.
  • Carnes: O setor gerou US$ 1,4 bilhão em receita em 2024. Carne bovina in natura é o principal produto, com 189,24 mil toneladas exportadas.
  • Suco de Laranja: Exportações totalizaram US$ 1,19 bilhão em 2024. O Brasil ocupa um espaço importante no mercado americano devido à queda na produção dos EUA.
  • Complexo Sucroalcooleiro: Exportações somaram US$ 794,28 milhões em 2024. Açúcar bruto e álcool etílico são os principais produtos.

Perspectivas e desafios:

Especialistas acreditam que o Brasil pode se beneficiar da menor tarifa em comparação com outros países, aumentando sua competitividade. Há incertezas sobre como as tarifas serão aplicadas a produtos com cotas preferenciais, como carne bovina e açúcar.

O setor teme que o “tarifaço” pressione o Brasil a abrir mão de tarifas sobre a importação de etanol dos EUA. Apesar dos desafios, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), se mantém otimista em relação às exportações de carne para os Estados Unidos.

Reações de empresas e associações:

  • Empresas como Lavazza e Ferrari ajustam suas estratégias diante das novas tarifas.
  • Associações como Copa-Cogeca e ACEA pedem esforços diplomáticos para evitar interrupções nas cadeias de suprimentos.
  • Associações brasileiras, como a Abiec, se mostram positivas com as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

As tarifas de Trump geraram incerteza nos mercados globais e impactarão diversos setores, incluindo o agronegócio brasileiro. Embora haja oportunidades de ganho de competitividade, o setor enfrenta desafios e incertezas que exigirão atenção e adaptação.

Com informações da Reuters e Globo Rural.