
O governo dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump, implementou uma medida que permite o aumento permanente da velocidade das linhas de processamento em unidades de aves e suínos. Essa decisão, vista como uma vitória para empresas do setor, gerou forte preocupação entre grupos de defesa dos trabalhadores e de segurança alimentar.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) iniciou o processo para oficializar velocidades mais altas, que já eram permitidas em algumas instalações sob regime de isenção. Em plantas de frango, por exemplo, a velocidade de processamento pode chegar a 175 aves por minuto, superando o limite anterior de 140.
A justificativa do USDA baseia-se na alegação de que não há ligações diretas comprovadas entre a velocidade de processamento e lesões no local de trabalho. No entanto, pesquisas indicam que os trabalhadores de frigoríficos enfrentam riscos significativamente maiores de danos graves.
Sindicatos e grupos de defesa argumentam que a maior velocidade aumenta o risco de lesões por esforço repetitivo e acidentes, além de comprometer a segurança alimentar. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que a incidência de doenças ocupacionais na indústria de abate e processamento de animais é seis vezes maior que a média de outras indústrias.
A decisão do governo Trump contrasta com o posicionamento de grupos de defesa dos trabalhadores, que há anos alertam para os perigos do aumento da velocidade das linhas de processamento. A medida também reacende o debate sobre as condições de trabalho nos frigoríficos, onde muitos trabalhadores são imigrantes e indocumentados.
Fonte: Reuters











