
O Ministério da Agricultura da Alemanha informou que as exportações de carne e laticínios para a União Europeia (UE) devem continuar, apesar da confirmação de um caso de febre aftosa na semana passada. O surto, o primeiro no país em quase 40 anos, foi registrado em um rebanho de búfalos nos arredores de Berlim, na região de Brandemburgo.
Medidas de Controle e Impacto no Comércio
A febre aftosa, que afeta ruminantes de casco fendido como gado, suínos, ovelhas e cabras, é altamente contagiosa, mas não representa risco para humanos. Tradicionalmente, surtos dessa doença exigem abates massivos para contenção, além de restrições rigorosas no comércio de produtos agropecuários.
Após o caso, países como Grã-Bretanha, Coreia do Sul e México anunciaram proibições temporárias de importação de carne e laticínios da Alemanha. No entanto, a Comissão Europeia determinou que as zonas de quarentena de 10 quilômetros, estabelecidas pela Alemanha ao redor da fazenda afetada, são suficientes para manter o princípio comercial de “racionalização”. Isso significa que as restrições de comércio se aplicam apenas à região afetada, permitindo que produtos de outras partes do país continuem sendo comercializados dentro do bloco.
Posicionamento Oficial
O ministro da Agricultura alemão, Cem Oezdemir, celebrou a decisão da Comissão Europeia, afirmando que foi um alívio para os agricultores:
“Carne e laticínios produzidos fora da área de quarentena ainda podem ser vendidos na UE.”
Histórico de Exportações
A Alemanha já enfrenta desafios comerciais desde 2020, quando diversos países proibiram as importações de carne suína devido à peste suína africana. Assim, grande parte das exportações de carne, especialmente de suínos, permanece concentrada no mercado da UE.
Com a situação controlada localmente, o governo alemão espera minimizar os impactos econômicos e evitar uma paralisação mais ampla nas exportações.











